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Veranópolis, domingo, dia 22 de Julho de 2018
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EDITORIAL

Mandela, líder e herói

 Nelson Mandela é o líder e herói  que emergiu do terrível apharteid que,durante décadas alijou os negros do comando dos destinos de seu próprio país. Tanto ele lutou pela mudança e reconquista da África do Sul por seu próprio povo,  que foi reconhecido mundialmente.  Hoje, 18 de julho, comemora-se o  Nelson Mandela Internacional Day, ou o Dia Internacional de Nelson Mandela, que busca homenagear um dos líderes mais corajosos e admiráveis do mundo pela luta que manteve na busca da construção de uma vida melhor para todos os negros que viviam na África do Sul, garantindo-lhes a igualdade social, política e econômica.  Por isso, ele recebeu o “Prêmio Nobel da Paz”, em dezembro de 1993; mas também por esta luta ele foi preso e condenado à prisão perpétua; e após  longos 26 anos na prisão, dela saiu para tornar-se Presidente da África do Sul, em 1994, tornando-se o primeiro presidente negro do país. Hoje também se comemora o centenário de seu nascimento. 

A palavra “apharteid” é um  termo africâner  que significa vidas separadas. Ela se aplicava ao regime vigente na África do Sul, que segregava os negros negando-lhes direitos sociais, econômicos e políticos. Essa segregação iniciou ainda no século XVII, quando da colonização da África pelos ingleses e pelos holandeses, mas o termo apharteid só passou a ser usado a partir de 1948. Quando do apharteid, o governo da África do Sul era totalmente controlado pelos brancos europeus, ou seja, pelos holandeses e ingleses. Eram eles que criavam as leis, e sempre em beneficio dos brancos. Para os negros sobravam as leis que impunham  controle  social e regras absurdas, como,  por exemplo, a  proibição de casamentos entre brancos e negros, a proibição de circulação de negros em determinadas áreas das cidades, a criação de bairros só para negros e a criação de um sistema de educação diferenciada para as crianças negras.
Nelson Mandela sempre estudou numa das escolas destinadas aos negros. Cursou Direito, mas por seu envolvimento em protestos estudantis contra a falta de democracia racial na instituição, foi obrigado a abandonar o curso. Mudou-se para Joanesburgo, onde se deparou com o regime de terror imposto à maioria negra. Então, concluiu um Bacharelado em Artes pela Universidade da África do Sul. E, após obter autorização, continuou os estudos de Direito por correspondência, na Universidade de Fort Hare. Mais tarde receberia o título de “Doutor Honoris Causa”, na tentativa de compensar a sua expulsão.
Mandela lutou contra a segregação racial, a falta de direitos políticos e civis e o confinamento dos negros em regiões determinadas pelo governo de várias formas, mas principalmente através  do Congresso Nacional Africano (CNA), cujo líder maior era ele mesmo.  Em 1960, centenas de líderes negros foram perseguidos, torturados, presos, condenados e assassinados. Entre os aprisionado estava Mandela. Preso em 1962, foi condenado em 1964, à prisão perpétua. Na década de 80, a condenação internacional ao apharteid ganhou corpo e intensificou-se, culminando com um plebiscito que aprovou o fim  do regime segregacionista. Então, em 11 de fevereiro de 1990,  Mandela foi libertado. E em 1993, ele e o então presidente Frederick De Klerk assinaram uma nova Constituição sul-africana, colocando ponto final em mais de 300 anos de dominação política da minoria branca. Estava acabado o apharteid. 
 Em abril de 1994, Mandela foi eleito presidente da República da África do Sul,  governando até 1999. Em 2006, foi premiado pela Anistia Internacional pela sua luta em favor dos direitos humanos. Ele morreu no dia 5 de dezembro de 2013.
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar” - Nelson Mandela.
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Edição N.º 1381
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