Reportagens Especiais

Uber chegou a Veranópolis, Cotiporã e Nova Prata

Motoristas de aplicativo já estão à disposição na região.

O Uber é um dos aplicativos de transporte particulares mais usados do mundo. Chegou no Brasil na Copa do Mundo de 2014 e, atualmente, está presente em mais de 100 cidades. O Uber possui mais de 22 milhões de usuários no Brasil, onde existem mais de 600 mil motoristas parceiros, de acordo com dados divulgados em seu site oficial. 
Em Veranópolis, um dos primeiros motoristas do aplicativo iniciou suas atividades oficialmente na última segunda-feira, dia 1º de julho. Milton Pimentel, policial rodoviário aposentado, trouxe essa novidade ao município. Em uma viagem a Porto Alegre, após ter utilizado o serviço e o aprovado, Milton conversou com amigos e surgiu a ideia de trabalhar como motorista de Uber em nossa cidade. 
Hoje, já existem alguns motoristas de Uber na microrregião: dois em Veranópolis, um em Cotiporã e outros em Nova Prata. Milton acredita que mais pessoas devem se envolver com essa atividade para garantir mais possibilidades aos moradores, de modo que o serviço conecta usuários e motoristas de uma forma simples. 
Para ingressar como motorista do aplicativo, Milton realizou o cadastro online, onde enviou uma série de documentos que foram analisados e aprovados (isso levou em torno de 10 dias); ali é feita uma investigação pessoal e o motorista não pode ter, por exemplo, registros negativos em ficha criminal. Além disso, ele adquiriu um veículo novo, um Fiat Cronus, mais econômico do que o seu antigo. 
Ele pretende estar na área central da cidade de segunda a sábado, em horário comercial, estipulando um horário: por exemplo, das 6h30min às 19h; por questões de segurança, pretende evitar trabalhar à noite.  Como forma de pagamento é aceito cartão ou dinheiro e uma porcentagem do valor das corridas é direcionado ao Uber. O aplicativo é muito completo e dá todas as informações ao usuário, podendo até dividir a corrida e avaliar o motorista. Milton conta que existem algumas regras, se o motorista negar um mesmo chamado por volta de quatro vezes, ele é suspenso do serviço. 
A aceitação dos veranenses está sendo positiva. Milton conta que as pessoas dizem que estava precisando, elas veem como uma evolução para a cidade. Diferentemente de alguns municípios, onde taxistas se revoltaram com o novo serviço, Milton afirma que em Veranópolis não houve problemas: “o pessoal é mais consciente aqui, é tranquilo. E também não há motivo de revoltas, porque o transporte por aplicativo foi liberado pelo Supremo Tribunal Federal”.
Depois de trabalhar 15 anos como policial rodoviário em diversas cidades do estado, Milton aposentou-se em 2013 e dedicou-se à realização de palestras nas escolas. Agora, surgiu esse novo negócio, mais flexível, onde ele pode estipular seus horários. Ele garante que outra moça ingressará como motorista de Uber em breve e destaca que deveriam ter umas oito pessoas para melhor atender a população. Em seu primeiro dia como motorista de Uber, ele atendeu algumas corridas e está satisfeito com a receptividade das pessoas; ele espera que a procura aumente, pois muitas são as despesas com o carro. 

Como funciona o Uber ?

O Uber funciona da seguinte forma: é preciso primeiro baixar o aplicativo do Uber na Google Play, App Store (Apple) ou Windows Store e instalá-lo no celular. Qualquer pessoa que tenha um smartphone com acesso à internet pode se cadastrar. Depois, é necessário cadastrar-se, informando telefone. Em todas as cidades é possível cadastrar um cartão de crédito ou débito para que o valor da viagem seja cobrado logo que o usuário desça do carro – o pagamento em dinheiro também está disponível e, inclusive, se o usuário estiver viajando com um amigo que também seja usuário cadastrado, é possível dividir o valor direto pelo aplicativo.
Para chamar um carro, é só abrir o aplicativo, escrever para onde você quer ir e apertar um botão para solicitar o seu uber. Quando o motorista estiver chegando, o aplicativo avisará o usuário com a mensagem: “o seu Uber está chegando agora”. Basta então identificar o carro (o aplicativo mostra o modelo, placa e cor do carro, nome do motorista e foto) e aproveitar a viagem. Ao chegar no destino final, basta descer do carro (na opção de pagamento com cartão de crédito) e avaliar o motorista com uma nota entre 1 e 5 estrelas. Se for necessário, é possível enviar uma mensagem para o Uber direto pelo aplicativo, com elogios, sugestões ou qualquer tipo de feedback.

Como surgiu?
O aplicativo foi fundado por Garrett Camp e Travis Kalanick, em São Francisco, na Califórnia. 

Regulamentação pela região

O Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, também responsável pelo setor de trânsito, Romeo Tedesco, ressalta que a prefeitura vem acompanhando a entrada do aplicativo na cidade e que monitora a possibilidade de regulamentação do serviço.
O trabalho para regulamentar o funcionamento de aplicativos de transporte privado e individual - como Uber, Cabify e Garupa, por exemplo - pode ser entendido como uma “experiência positiva” no município de Bento Gonçalves. A cidade foi a primeira a formular e aprovar uma regulamentação para este tipo de serviço na Serra Gaúcha 
Em Bento, no entanto, este processo já tomou forma há pelo menos três meses. “Até sancionar a lei, fizemos um trabalho com os taxistas e com os motoristas que queriam operar pelas plataformas”, lembrou o Secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Silvio Pasin. Segundo ele, os motoristas de plataformas que forem flagrados dirigindo sem cartão de identificação de licença poderão ser multados e ter o carro guinchado. Na cidade, o Poder Público considerou necessário compreender o que as partes queriam, antes de colocar a lei no papel. “Reunimos primeiro os taxistas, depois os motoristas das plataformas e os usuários destes aplicativos. A ideia era entender o que eles queriam e ver se podíamos chegar a um consenso”, explicou Pasin. O processo de formulação da lei também passou por audiências públicas até que chegasse na apreciação do plenário. Depois de sancionada em setembro, a matéria ganhou três meses para regulamentação e adaptação entre os profissionais. “Demos 90 dias para que os motoristas se organizassem com o cadastro na Secretaria de Mobilidade Urbana”, explicou o secretário.
Para operar na cidade, precisarão pagar uma taxa anual de 6 Unidades de Referência Municipal (URMs), que é igual a R$ 673,38, e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), com valor fixo de cerca de R$ 50 mensais. “Mesmo com estes valores, é muito mais barato do que ter uma placa de táxi. Além disso, você pode trabalhar em qualquer horário e está regularizado. Por lá, o condutor só não pode ficar nos pontos de táxi. Qualquer outro lugar é livre.