Ladrões furtam por engano mandioca-brava: entenda o motivo dela ser perigosa
O desconhecimento de ladrões, levou eles a furtarem a variedade de mandioca-brava em uma propriedade na localidade de Mato Queimado, interior de São José do Inhacorá.
É possível diferenciar mandioca brava da de mesa?
A mandioca de mesa e a mandioca brava são bastante semelhantes, o que torna impossível diferenciá-las no campo, por meio da análise visual
No Brasil há muitas variedades de mandioca. Dentre elas, temos a mandioca de mesa (macaxeira, aipim, mandioca-mansa) e a mandioca tipo indústria (mandioca-brava, mandioca-amarga).
Ambas são bastante semelhantes, o que torna impossível diferenciá-las no campo, por meio da análise visual. Se houver qualquer dúvida, o agricultor deve enviar amostras para exame laboratorial.
Dessa forma, o teor de ácido cianídrico pode ser avaliado. E é isso que diferencia a mandioca de mesa da mandioca-brava.
A mandioca-amarga ou brava possui alto teor de ácido cianídrico (quantidade de linamarina maior que 100 mg/kg), extremamente tóxico ao homem e aos animais. Quando a linamarina sofre a ação de enzimas externas ou existentes na própria raiz, surge o ácido cianídrico, com alto ou baixo grau de toxidade.
A mandioca tipo indústria (brava) deve ser submetida a técnicas de detoxificação (secagem) para ser consumida. Sendo assim, o processamento industrial da mandioca é necessário, até que se transforme em farinha, polvilho, fécula ou raspa.
Já a mandioca tipo mesa (mansa) é consumida das mais diversas formas: em bolos, biscoitos, pudins, purês, ou simplesmente cozida, frita ou em caldo. Esta variedade não precisa ser processada, pois o seu teor de ácido cianídrico é muito baixo (não tóxico).
Em síntese, no aspecto visual, ambas podem apresentar caules verdes ou rosados, ou pele branca ou rosada, além das folhas e das raízes semelhantes. Portanto, quem não tiver o histórico da cultura de mandioca, deve fazer uma análise em laboratório.
Por Andréa Oliveira.
Fontes: Globo Rural e Cursos CPT.