Cinco acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por matar Neusa Maria Rapkievicz, 56 anos, e Ana Paula Rapkievicz, 32 anos, em 2020, vão a júri em Casca no dia 31 de março, em sessão com previsão mínima de dois dias. O julgamento, que contará com a atuação da promotora de Justiça Aline Beatriz Bibiano, da Comarca, e do promotor Fabrício Gustavo Allegretti, designado pelo Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ) do MPRS, reúne 15 testemunhas e tem quatro réus presos. Na última sexta-feira, 20 de março, houve atendimento e acolhimento aos familiares das vítimas pela Promotoria local.
A denúncia descreve que o crime foi praticado mediante motivo torpe, promessa de recompensa aos executores e com emprego de emboscada, dificultando a defesa das vítimas. De acordo com o MPRS, após decisão da sentença de pronúncia em 2023 e posteriormente mantida após recursos, os réus respondem por duplo homicídio qualificado, combinado com a Lei dos Crimes Hediondos. A investigação apontou que parte dos acusados participou diretamente das execuções e outra parte colaborou mediante pagamento ou promessa de recompensa. Houve cisão do processo em relação a um sexto envolvido, preso apenas em 2025, que aguarda o trânsito em julgado da pronúncia.
“Neste plenário do Júri, o Ministério Público não ocupará apenas a posição de acusador, mas a de guardião da ordem jurídica e da dignidade humana. Como promotores de Justiça, seremos a voz das vítimas silenciadas”, afirma a promotora de Justiça Aline Bibiano. Ela e o promotor Fabrício Allegretti também ressaltam que o objetivo é buscar justiça para os familiares e para uma criança diretamente afetada, sobrinha e neta das vítimas, reafirmando que a comunidade de Casca não tolera a barbárie que marcou o caso.