Escoteiros de Veranópolis celebram 45 anos e destacam formação baseada em voluntariado e valores
Nesta quinta-feira, 23 de abril, Dia do Escoteiro, o grupo escoteiro de Veranópolis celebrou a data reforçando sua trajetória de 45 anos no município e o papel na formação de jovens
Nesta quinta-feira, 23 de abril, Dia do Escoteiro, o grupo escoteiro de Veranópolis celebrou a data reforçando sua trajetória de 45 anos no município e o papel na formação de jovens. Em entrevista ao Jornal O Estafeta, o presidente Rogério Perachi e os escoteiros Rafael e Valentina compartilharam experiências e destacaram a importância do movimento.
Segundo Rogério, o escotismo é sustentado pelo trabalho voluntário. “Escoteiro é um voluntário, um adulto voluntário, o escotista que a gente chama. Quem está lá está porque gosta e quer ajudar os jovens na sua trajetória”, afirmou.
O grupo atende diferentes faixas etárias, organizadas em ramos. “Eles começam desde os 6 anos de idade. Temos o ramo lobinho, o escoteiro, o sênior e o pioneiro, cada um com uma etapa de desenvolvimento”, explicou. Atualmente, dezenas de jovens participam das atividades, que ocorrem principalmente aos sábados, na sede junto ao Parque Municipal de Integração.
As atividades vão além do aprendizado prático e incentivam o desenvolvimento pessoal. “A gente monta atividades que façam eles crescerem e se desenvolverem como jovens que vão, no futuro, ser alguém na vida”, destacou Rogério.
Para os jovens participantes, a experiência no escotismo é transformadora. Valentina conta que entrou por convite de uma amiga e se identificou com o grupo. “É um movimento muito bom de estar. A gente encontra novos amigos, descobre coisas novas e aprende para a vida. A gente se encontra dentro do movimento”, disse.
Rafael também reforça o impacto na formação. “O aprendizado que você tem dentro dos escoteiros é fabuloso. Não é só sobre nós ou acampamento, é sobre disciplina, organização e coisas úteis para o dia a dia”, afirmou. Ele ainda recomendou a participação de crianças e jovens: “Eu recomendaria que pelo menos tentem. É uma experiência que pode marcar a vida”.
A conciliação com estudos e outras atividades, segundo os jovens, é possível. “A maior dedicação é no sábado à tarde. Dá para organizar bem o tempo e participar”, explicou Rafael.
O grupo também promove atividades especiais, como desafios e acampamentos. Valentina relembrou um momento marcante: “Nos desafios, é muito bom ver cada um dando o seu melhor. É um trabalho em equipe muito forte”. Já Rafael destacou a participação em eventos maiores: “O Jamboree Nacional foi inesquecível, pela troca cultural e pelas amizades que ficam”.
Além da formação dos jovens, o escotismo também impacta os adultos envolvidos. Rogério destaca a evolução pessoal com o voluntariado: “Era uma coisa que faltava em mim. A gente evolui sempre e leva esse conhecimento para os jovens”.
Entre os próximos eventos, o grupo prepara o tradicional jantar dos namorados, no dia 13 de junho, na comunidade de Vila Azul, além das comemorações dos 45 anos. “A ideia é reunir cerca de 700 pessoas para celebrar com a gente”, destacou o presidente.
Interessados em participar podem procurar o grupo aos sábados. “É só chegar na sede, preencher uma ficha e conversar com a gente. Hoje temos vagas limitadas, principalmente no ramo lobinho”, explicou.
Ao final da entrevista, os convidados resumiram o significado do escotismo em uma palavra. “Desafio”, disse Rafael. “Comprometimento”, afirmou Valentina. Já Rogério definiu como “amor”.
A data reforça o papel do movimento escoteiro como espaço de aprendizado, convivência e formação de cidadãos, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações em Veranópolis.