Prazo do Imposto de Renda segue até 29 de maio e movimento ainda é lento, diz contador

Ferramentas como o acesso ao portal da Receita Federal do Brasil, via conta Gov.br, ajudam a evitar erros ao reunir dados já declarados por empresas, bancos e instituições de saúde.

Na manhã desta terça-feira, o jornal Estafeta conversou com o contador Diego Domeneguini sobre a declaração do Imposto de Renda e o comportamento dos contribuintes neste ano. Com mais de 35 anos de experiência na área, ele destacou que o ritmo de entrega das declarações segue abaixo do esperado até o momento.

Segundo o profissional, a prorrogação do prazo — que neste ano vai até 29 de maio — contribui para que muitos deixem o envio para a última hora. “Normalmente as pessoas acabam deixando sempre para o último minuto”, afirmou.

Domeneguini explicou que a extensão do prazo está ligada a questões burocráticas, especialmente ao fechamento das contabilidades das empresas, que ocorre antes da elaboração das declarações de pessoas físicas. Ele ressalta que, embora relacionadas, as obrigações de empresas e indivíduos têm prazos e exigências diferentes.

O número de declarantes, de acordo com o contador, tem se mantido estável nos últimos anos. Mesmo com ajustes recentes na tabela do imposto, não houve mudança significativa na quantidade de pessoas obrigadas a declarar.

Regras e mudanças

Entre as principais dúvidas dos contribuintes estão as alterações nas regras. Uma das mudanças mais comentadas é o novo limite de rendimentos mensais de R$ 5 mil, que passará a valer apenas em 2027, referente ao ano-base 2026. Atualmente, segue em vigor o critério anual de rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584.

Outros critérios que obrigam a declaração incluem:

  • Rendimentos isentos acima de R$ 200 mil;
  • Posse de bens superiores a R$ 800 mil;
  • Operações na bolsa acima de R$ 40 mil;
  • Atividade rural com receita elevada.

Erros comuns e malha fina

O contador alerta que pequenos valores omitidos podem levar o contribuinte à malha fina. Rendimentos de contas em cooperativas ou aplicações financeiras, mesmo que baixos, devem ser informados.

Ferramentas como o acesso ao portal da Receita Federal do Brasil, via conta Gov.br, ajudam a evitar erros ao reunir dados já declarados por empresas, bancos e instituições de saúde.

Penalidades

Quem não entregar a declaração dentro do prazo está sujeito a multa mínima de cerca de R$ 170, além de juros sobre valores devidos. Em casos mais graves, o CPF pode ser bloqueado, impedindo acesso a serviços e até o recebimento de benefícios.

Orientação

Domeneguini recomenda que os contribuintes utilizem os dados disponíveis no sistema da Receita como base para a declaração, seja por conta própria ou com auxílio de um contador. Ele destaca ainda a importância de atenção à evolução patrimonial e ao chamado ganho de capital, especialmente em vendas de imóveis.

“O ideal é sempre partir das informações oficiais e garantir que todos os rendimentos estejam corretamente declarados”, concluiu.

A recomendação final é clara: evitar deixar para a última hora e revisar cuidadosamente todos os dados antes do envio.

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