Cesta básica volta a subir no Rio Grande do Sul após três meses de queda

Preço médio da cesta de alimentos teve alta de 2,92% em abril e chegou a R$ 296,26 no Estado

Após três meses consecutivos de redução, o Preço da Cesta de Alimentos (PCA-RE) voltou a registrar alta no Rio Grande do Sul em abril. Segundo levantamento do governo do Estado, elaborado com base em notas fiscais eletrônicas, o custo médio da cesta composta pelos 80 itens mais consumidos pelos gaúchos subiu 2,92% em relação a março, fechando o mês em R$ 296,26.

De acordo com a Secretaria da Fazenda (Sefaz), a elevação acompanha a tendência nacional de aumento dos alimentos, influenciada pelos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os mercados globais. Apesar da alta recente, o acumulado dos últimos 12 meses ainda aponta queda de 0,96% no valor da cesta no Estado. Na região da Fronteira Noroeste, a retração chega a quase 4%.

A região do Jacuí Centro segue apresentando a cesta mais barata do Rio Grande do Sul, com valor médio de R$ 279,37 em abril, mesmo após avanço de 3,35% em relação ao mês anterior. Já a região das Hortênsias continua liderando entre os maiores preços, com a cesta custando R$ 314,05.

O levantamento apontou aumento nos preços em todas as regiões gaúchas. O menor reajuste foi registrado no Paranhana, com alta de 1,47%. Em contrapartida, a região Noroeste apresentou o maior crescimento mensal, com elevação de 4,47%, fazendo o custo da cesta atingir R$ 310,32.

Os dados fazem parte do Boletim de Preços Dinâmicos, produzido pela Receita Estadual com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Famílias de baixa renda ampliam poder de compra

Mesmo com a alta em abril, famílias de todas as faixas de renda ainda acumulam redução nos custos da alimentação dentro de casa nos últimos 12 meses. Conforme o Índice de Inflação por Faixa de Renda, também calculado pela Sefaz, os domicílios com renda de até dois salários mínimos registraram deflação de 1,97% no período.

A faixa entre dois e três salários mínimos apresentou a segunda maior redução, com queda acumulada de 1,59%. Segundo o estudo, a diferença ocorre em razão dos hábitos de consumo distintos entre as classes sociais. Produtos mais consumidos por famílias de menor renda tiveram recuos mais expressivos, reduzindo o impacto no orçamento doméstico.

Laticínios pressionam preços; bebidas recuam

Entre os grupos analisados, bebidas e infusões tiveram o melhor desempenho em abril, com queda média de 1,74%. A redução foi puxada principalmente pela água mineral, que ficou 2,12% mais barata, chegando ao valor médio de R$ 1,90 por litro. O vinho também apresentou retração de 9,80%, sendo comercializado por cerca de R$ 36 no varejo.

O aipim foi o item com maior redução de preço no mês, registrando queda superior a 33%.

Na outra ponta, os laticínios lideraram as altas, com avanço de 12,81%. O leite integral teve aumento de 22,56%, alcançando preço médio de R$ 4,89 por litro. Entre os produtos com maior elevação em abril aparecem ainda a uva, com alta de 100%, e a cenoura, que subiu 63,51%.

Fonte: Portal Gov do RS

Foto: Divulgação/Redes Sociais

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