Temporal deixa pessoas feridas, derruba prédio, muros, torre de telefonia e destelha casas em Pelotas
Segundo dados preliminares da prefeitura nenhum em estado grave
Pelotas, no Sul do Estado, foi fortemente atingida por um Temporal no início da madrugada desta segunda-feira. Dados preliminares da prefeitura confirmam que há pessoas feridas, mas sem gravidade devido a tempestade. Foram registrados 42 milímetros de chuva, que foi rápida e intensa. As rajadas de vento chegaram a 89 km/h derrubando muitas árvores, interrompendo o trânsito. Um prédio caiu na rua Marcílio Dias sobre um restaurante interrompendo as vias do entorno. Parte da fachada do estádio da Boca do Lobo também foi ao chão. Uma torre de telefonia caiu em cima de um estacionamento.
Centenas de residências seguem sem energia elétrica na cidade. Segundo a Defesa Civil até as 8h, mais de dois quilômetros de lonas haviam sido distribuídos. Ainda estão sendo contabilizados os destelhamentos. Há problemas com internet em toda a cidade, o que dificulta os pedidos de auxílio. Somente durante a madrugada, mais de 200 chamados foram contabilizados pela Defesa Civil.
Os locais mais atingidos são as regiões do Simões Lopes, Centro, Navegantes, corredor do Laranjal, Dunas, Areal e Três Vendas. A prefeitura lembra que tem um prazo de dez dias para realizar o levantamento dos estragos e apresentar laudos que possam gerar um novo decreto de situação de emergência, ou dar continuidade ao documento assinado no último dia 17, que já tinha sido continuado em 27 de agosto.
Várias linhas de ônibus estão com desvios e horários atrasados, em praticamente toda cidade. Inúmeros bloqueios de vias em toda cidade. Na zona rural, há muita dificuldade no acesso até ás localidades. As aulas na rede pública municipal estão suspensas na manhã desta segunda-feira. A situação das casas de bombas está sendo avaliada. Neste momento, as unidades Anglo, Leste e Pontal da Barra estão sem energia elétrica. As unidades de tratamento de água estão inoperantes devido à falta de energia e danos estruturais.
Fonte: Correio do Povo