Veranópolis perde nove vidas para o coronavírus em uma semana

Nove pessoas. Não é somente um número. São nove vidas, nove famílias que perderam um ente querido para esta doença. Um vírus, minúsculo, invisível aos nossos olhos. Mas capaz de destruir inúmeras vidas todos os dias. Ele não pede permissão para entrar em nossas casas, não seleciona vítimas, muito menos tem um modo específico de agir. Em algumas pessoas os sintomas são leves, lembram sim uma gripe. Nos mais vulneráveis, ele causa um estrago. 

Veranópolis perdeu 26 vidas. Pessoas que deram entrada no hospital para nunca mais retornar para casa. Tantos outros estão lutando por sua vida à espera de uma vaga na UTI. Muitas destas estavam em casa, procurando se cuidar, evitando o contato com o caótico mundo exterior. A morte é inevitável, mais dia menos dia ela baterá em nossa porta. Porém, é de se levantar um questionamento: esse número crescente de óbitos poderia ser evitado?

Talvez. Sabemos que mesmo tomando cuidados, ainda sim estamos vulneráveis. Se a população mais jovem tivesse deixado um pouco de lado a rebeldia que pulsa em suas veias – às vezes por força da idade, e evitado algumas aglomerações, talvez, e digo só talvez, seus entes de mais idade pudessem ter uma chance de não ter contato com o vírus.

Obviamente, o vírus está em todo lugar. No trabalho, no supermercado, na rua, na fila de um banco, e o destino é único: dentro de casa. Cuidar de si e do próximo é essencial. Nosso respeito às famílias enlutadas. E aos demais, cuidem-se.

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