Após decisão judicial, fruteira de Veranópolis deve ir abaixo e família fica sem trabalho e sem lar

Na tarde desta sexta-feira, dia 04, a Fruteira Anderle está deixando seu local de atendimento após 40 anos. Na manhã da quinta-feira, dia 03, a família recebeu o aviso judicial de que o imóvel deveria ser desocupado.
De acordo com os empreendedores, inicialmente eles haviam recebido permissão do órgão para a construção no local por tempo indeterminado. Desde 2005, a família que era proprietária do espaço estava em batalha judicial com o DAER, que solicitava a desocupação, em função do não cumprimento da regra que determina a exigência de 40 metros de recuo entre a rodovia e a construção. No local, o recuo é de apenas 20 metros.
Após a federalização da BR-470, o local passou a ser de responsabilidade do DNIT. Em 2019, foi encerrado o processo envolvendo o DAER e aberto outro com o DNIT. Na manhã do dia 03, a decisão judicial determinou a devolução do espaço à União. A família entrou com liminar solicitando mais tempo para realizar a mudança, tendo em vista que também servia de moradia e fonte de renda dos mesmos, porém a liminar foi negada.
O início da demolição estava marcado para ocorrer às 15h de hoje. Porém, os proprietários acordaram com fiscais do DNIT um prazo de 15 dias corridos para que possam fazer a demolição por conta própria. “Eles nos deram esse prazo para que possamos remover toda a estrutura por conta própria. Se eles trouxessem as máquinas para isso, além de tudo teríamos que pagar, então vamos contratar uma e fazer por conta, porque acreditamos que o custo saia mais em conta. Após o prazo estipulado por eles, teremos que pagar R$ 1000,00 por dia de multa se a ordem de demolição não for cumprida”, explica Laura, filha da proprietária.
Para o futuro, eles não têm perspectiva nenhuma. Hoje, dependem da casa de familiares e amigos. Além de tudo, precisam de moradia e repensar o que farão de agora em diante.

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