Bento Gonçalves adquire “bolhas respiratórias” para tratar pacientes covid

Bento Gonçalves apostou em uma nova forma de tratamento não invasivo para os pacientes positivos do coronavírus, a Bolha de

Bento Gonçalves apostou em uma nova forma de tratamento não invasivo para os pacientes positivos do coronavírus, a Bolha de Respiração Individual Controlada (Bric). Desde a última segunda-feira (14), a UPA do município já conta com esse novo método direcionado aos pacientes que ainda não desenvolveram formas mais graves da infecção e conseguem reverter esse quadro antes de uma entubação. O município é um dos primeiros a ofertar esse tipo de tratamento pelo SUS, já que no sistema privado ele já existe.

As bolhas proporcionam uma oxigenação controlada do paciente, bem como reduções importantes na possibilidade de transmissão do vírus aos profissionais da saúde. Ela também protege mais o enfermo de outras possíveis infecções hospitalares, seja viral ou bacteriana. Mesmo assim, é uma forma que exige alguns pré-requisitos do paciente, já que o manterá com um capacete. Por isso, os médicos fazem uma avaliação rigorosa dos casos, antes de investirem nessa forma de combate ao vírus.

— Paciente muito ansioso e que acaba ficando um pouco claustrofóbico dentro dela, usamos um calmante. O paciente precisa estar lúcido e colaborativo, não é um método para ser utilizado em pessoas inconscientes. Nesses casos de gravidade maior, eles vão estar entubados. Ela pode evitar a infecção hospitalar, uma complicação maior ou a demora para a reversão do caso. Se o paciente estiver dentro dos critérios e, dependendo da patologia, poderemos chegar até 60% de reversão (para não ser entubado). Claro, vai depender do estágio da patologia em que ela será utilizada — explica Melissa Bonato, coordenadora da UPA de Bento Gonçalves.

Em linhas gerais, o método reverte 40% as chances de entubação do paciente. Ele é usado para pessoas que já estão com algum comprometimento mais grave dos pulmões e com saturação de oxigênio mais baixa. Além de reverter uma possível ventilação mecânica e internação em UTI, o método também reduz o uso de drogas sedativas, já que mantém a pessoa acordada e com ar controlado.

Cada Bric custa R$ 1,5 mil, sendo que nove estão à disposição para serem utilizados na UPA de Bento. O município adquiriu 10 equipamentos e um será enviado ao Hospital Geral, que se interessou no aparelho e tentará uma forma de reprodução com custo mais acessível. Esses estudos devem começar na próxima semana, quando a bolha for entregue em Caxias do Sul.

Fonte: GZH