Pet terapia é aplicada a idosos de Carlos Barbosa

Na Casa de Repouso Elisa Tramontina, em Carlos Barbosa, vovôs e vovós residentes ganham atenção 24 horas por meio de

Na Casa de Repouso Elisa Tramontina, em Carlos Barbosa, vovôs e vovós residentes ganham atenção 24 horas por meio de uma equipe multiprofissional. Mas quem tem roubado a cena é a dupla Jack e Ronda, dois cães da raça Labrador. A cada visita deles à Casa de Repouso é possível notar nos idosos o quanto ficam mais alegres e ativos.

A iniciativa partiu da psicóloga Giovana Brugnera, que atua na Casa de Repouso. “Fiquei sabendo do trabalho de pet terapia com as crianças e achei interessante desenvolver essa ação com os nossos residentes. Afinal, a intenção é a mesma, onde o animal age como co-terapeuta e auxilia na reabilitação física e mental do indivíduo”, explica. Ela lembra que, por meio da troca de carinho, da divisão de espaço, do estabelecimento de comunicação, da aceitação e do respeito, este tipo de terapia proporciona benefícios físicos, emocionais e cognitivos.

Os resultados iniciais obtidos a partir das primeira visitas vão ao encontro do que já era aguardado. “Gradativamente, todos estão mudando seu comportamento, com melhor autoestima, bem-estar e qualidade de vida. Fisicamente também, pois eles acabam se exercitando ao passear e brincar com os animais”, relata a psicóloga.

A pet terapia pode ser utilizada nas sessões de fisioterapia e terapia ocupacional por meio de dinâmicas que envolvem o animal na realização de atividades físicas e motoras, gerando descontração e maior interesse dos idosos em participar. Giovana lembra, por exemplo, a elaboração de um bolo de aniversário para o cachorro Jack, onde os idosos foram motivados a manusear os alimentos e retomar vivências antigas de culinária, com o apoio do serviço de nutrição.

 

Uso de cães em terapias é cada vez mais comum

Com o suporte do Centro de Adestramento Canino Vale da Neblina, de Farroupilha, através da adestradora Janaína Ganzer, o projeto é pioneiro na Serra Gaúcha ao envolver pessoas idosas. “O simples fato de acariciar um cachorro produz uma série de estímulos cerebrais e estimula a produção de endorfinas, gerando sensação de relaxamento, e ajuda a controlar o estresse. Em paralelo, contribui com a natureza social das pessoas que estão socialmente isoladas em virtude de uma doença ou condição. Está se tornando cada vez mais comum a utilização de cães para auxílio na recuperação da saúde, do desenvolvimento educacional, da interação social e dos mais variados casos clínicos”, lembra.

As visitas são quinzenais, atendendo a todos os perfis de idosos residentes na Casa de Repouso. Com os idosos mais debilitados são abordadas questões do isolamento do paciente acamado e quadros depressivos e demenciais, tendo em vista o poder de cura das carícias. Com os idosos mais independentes são trabalhados aspectos físicos e comportamentais por meio de exercícios e atribuição de responsabilidades, como passeios, alimentação e higiene do pet. “É particularmente importante no uso dos cães em terapias para idosos o sentimento de utilidade e de responsabilidade de quem tem que cuidar de um animal de estimação”, explica a psicóloga Giovana Brugnera.