Volta às aulas em agosto deverá ser de forma escalonada na UCS

A retomada das atividades na Universidade de Caxias do Sul (UCS) acontecerá no dia 10 de agosto, mas não será totalmente presencial.

A retomada das atividades na Universidade de Caxias do Sul (UCS) acontecerá no dia 10 de agosto, mas não será totalmente presencial. O posicionamento do reitor Evaldo Kuiava é de que o cenário atual não permite o retorno de cerca de 15 mil pessoas que integram a comunidade acadêmica. Na semana passada, a universidade divulgou que a volta às aulas presencial aconteceria, a menos que houvesse restrição dos governos, já que havia uma projeção para diminuição da contaminação por coronavírus em agosto. Depois, em nota, afirmou que esse era apenas um dos cenários possíveis. Nesta quarta-feira (29), Kuiava afirmou que haverá prioridade de retorno presencial as aulas práticas, mas que as disciplinas teóricas deverão ser virtuais.

— Temos definido que dia 10 as atividades vão iniciar de forma síncrona . Os decretos não permitem aulas presenciais, então não temos alternativa, mas estamos preparados para iniciar as atividades práticas a qualquer momento. Daríamos prioridade às práticas, o que envolve 3,5 mil alunos com necessidade de acesso aos laboratórios. Nesses dias de recesso, estamos capacitando os professores e implantando ambiente virtual de aprendizagem — diz.

Com a presença de parte dos alunos nos campi, a UCS seguirá um protocolo de prevenção. Cada pessoa que ingressar no ambiente educacional terá a temperatura medida na entrada dos blocos acadêmicos. Se houver algum sintoma, o aluno será encaminhado para atendimento médico e para testagem de covid-19, se for recomendado.

— Evidente que o teste não será em massa, vai ser a partir de um sintoma, de uma orientação médica. Para acessar o bloco, será medida a temperatura e conferida a identificação de cada um, como já ocorre hoje no bloco A com os funcionários — explica.

Questionado sobre custos com testes direcionados aos alunos, o reitor explica que a UCS analisa se há a possibilidade do valor ser absorvido. A instituição oferece exames para covid-19 ao público em geral e custam entre R$ 220 e R$ 250.

— Hoje, para funcionário e professor, quando estão no ambiente de trabalho, não tem custo. Estamos avaliando se o valor poderá ser de alguma maneira absorvido ou um valor que pague apenas o insumo (para o aluno)— afirma.

Sobre um possível impacto nos valores das mensalidades por conta da mudança para o ambiente virtual no caso das aulas teóricas, Kuiava entende que uma redução não será viável, já que não há diminuição de custos para a Universidade.

— Temos um custo maior com aulas síncronas, por incrível que pareça. Não há redução de custos a não ser a luz, que é o mínimo nesse contexto. Nosso custo maior é pagamento do professor, mas oferecemos alternativas aos alunos. Desconto universal não seria justo, nem todos têm a mesma dificuldade, então estamos atendendo aluno por aluno — afirma.

Entre as alternativas de negociação estão a prorrogação do prazo para pagamento das mensalidades, suspensão da cobrança de multas e seguro para alunos que perderam emprego. Há, ainda, um projeto para financiamento de 50% da mensalidade, que poderá ser quitada ao final do curso, conforme Kuiava.

 

Fonte: O Pioneiro