Câmara de Farroupilha inicia nesta sexta votação do impeachment do prefeito

Quinze vereadores votarão pela cassação ou não do prefeito de Farroupilha, Claiton Gonçalves (PDT), em sessão extraordinária que se inicia às 13h desta

Quinze vereadores votarão pela cassação ou não do prefeito de Farroupilha, Claiton Gonçalves (PDT), em sessão extraordinária que se inicia às 13h desta sexta-feira (15), quando será apreciado o relatório da Comissão Processante aberta a partir de pedido de impeachment encaminhado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no início de março. A previsão é de que a votação seja concluída na madrugada de sábado (16), uma vez que será necessária a leitura de toda a peça, que contém 400 páginas. Nos bastidores, o impeachment é dado praticamente como certo. Para o afastamento de Claiton serão necessários 10 votos favoráveis, ou 2/3 dos 15 vereadores, a pelo menos uma das quatro denúncias do processo. 

A tendência é de que apenas quatro parlamentares votem contra o afastamento do prefeito. Oito vereadores já indicaram que devem ser favoráveis. Apenas Sedinei Catafesta (PSD) e Fernando Silvestrin (PL) são considerados  incógnitas. Apesar de Catafesta não ter sinalizado como deve se posicionar, a tendência é de que também seja favorável ao impedimento do pedetista, uma vez que foi o relator do parecer que validou três das quatro denúncias que integram o pedido de impeachment assinado por representantes da OAB. A reportagem não conseguiu contato com o vereador. Já Silvestrin não abriu o seu voto, pois é o presidente do Legislativo, e afirma que prefere não adiantar a posição para não interferir ou influenciar o processo e a condução da votação. Ainda assim, ressaltou que tem um posicionamento, e deve votar pela legalidade.

— Tenho um posicionamento, sim. Sei que é uma posição política também, então prefiro não revelar para não atrapalhar o processo. Jogo político existe, faz parte, mas tem a parte legal que está em jogo, então temos de respeitar isso também. Não se pode ir contra as leis ou contra as normas — afirmou o presidente da Câmara.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Pioneiro