Potencial da citricultura é destaque em Protásio Alves

Além da beleza, a cultura floresce também a economia

São milhares de pés de laranjeiras e bergamoteiras cujos frutos colorem as belas paisagens de Protásio Alves. Além da beleza, ali floresce também a economia.
Na Linha Quarta, comunidade da Barra, Oneide Baccarin foi um dos pioneiros e atua na atividade há 25 anos. Maicon Grizon, que atuava no mercado financeiro, iniciou o trabalho com o tio há sete anos e, juntos, cultivam bergamoteiras e laranjeiras em 18 hectares.
– Começamos com cítricas em cinco hectares e fumo em dois. Deixamos a fumicultura e investimos na citricultura e chegamos à atual área com 7 mil pés. Nos sete hectares onde as plantas estão prontas para produzir, a expectativa é de colher mais de 100 mil quilos de frutas/ano – comenta Maicon.
Na mesma comunidade, os produtores Adelar e Rafael Sostisso, pai e filho, cultivam bergamoteiras em 4,5 hectares que produzem em média 60 mil quilos/ano.
Maicon e Rafael consideram a fruticultura uma excelente opção atividade econômica. A produção é comercializada com cooperativas e distribuidores.
Segundo o engenheiro agrônomo da Emater local, João Cardoso, em Protásio Alves 15 produtores atuam com o cultivo de laranjeiras em 29,8 hectares, onde produzem as variedades valência, monte parnasso, céu e bahia. As bergamoteiras atingem uma área maior: 31,3 hectares nos quais 15 produtores cultivam as variedades murgott, ponkan, caí, pareci, montenegrina e montenegrina rainha.
Os produtores contam com o apoio do Município através de programas específicos como o subsídio à aquisição de mudas e aquisição de equipamentos em grupo.
Texto: Sonia Reginato/C+C