Região adotará modelo alternativo de distanciamento apenas para bandeira vermelha

O governo do Estado acolheu nesta sexta-feira (28) o plano proposto pela Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste

O governo do Estado acolheu nesta sexta-feira (28) o plano proposto pela Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) para a gestão compartilhada no sistema de distanciamento controlado. A proposta havia sido protocolada na última quarta-feira (26), e será adotada somente se a Serra for classificada com bandeira vermelha. A região ficou em bandeira laranja no anúncio preliminar desta sexta.

Segundo o presidente da Amesne e prefeito de Cotiporã, José Carlos Breda, os chefes do Executivo de municípios que integram a entidade optaram por apresentar os planos em etapas, de acordo com o comportamento da pandemia na região. Dessa forma, o modelo aprovado pelo Estado nesta sexta, permite que os municípios adotem regras mais brandas que a bandeira vermelha, mas mais restritivas que a laranja.

— No nosso entender, o modelo que mais adequa à região é a bandeira laranja do governo do Estado. Tanto que iríamos recorrer se tivéssemos sido classificados como bandeira vermelha nesta sexta, em vez de adotar o modelo alternativo — explica.

O sistema de gestão compartilhada permite que municípios adotem regras da bandeira inferior àquela que está em vigor. Isso permitiria, portanto, que a Serra praticasse as regras da bandeira amarela na próxima semana. No entanto, conforme, Breda a proposta protocolada sequer contempla uma flexibilização maior do que os protocolos de bandeira laranja. O motivo, segundo ele, é o comportamento da população.

— Muitas pessoas aqui na região acham que o coronavírus já passou — afirma.

Apesar das novas permissões, o presidente da Amesne lembra que os buffets não estão liberados em restaurantes. Isso porque o decreto estadual proíbe a adoção desse sistema em qualquer bandeira. Diante das reclamações, contudo, Breda solicitou as prefeitura que encaminhem propostas alternativas para, então, enviar ao Estado um pedido de reconsideração da decisão.

Fonte: Pioneiro