Agricultura orgânica ganha espaço entre produtores

O Dia do Colono comemora-se no dia 25 de julho, a definição da data ocorreu em 1924, em meio às comemorações do centenário de vinda dos primeiros imigrantes alemães ao Rio Grande do Sul. Já o Dia do Agricultor é comemorado em 28 de julho.
Nesta data homenageamos essas pessoas tão importantes para a nossa sociedade.
Feliz Dia do Agricultor Colono e Motorista, uma homenagem do Sindicato dos Trabalhadores Rurais

A data é uma das mais representativas para o agronegócio brasileiro. O dia do agricultor é comemorado em 28 de julho. A data, instituída em 1960 pelo então presidente Juscelino Kubitschek, foi criada para comemorar os 100 anos da criação do Ministério da Agricultura, pelo imperador D. Pedro II.

Já o Dia do Colono comemora-se no dia 25 de julho, a definição da data ocorreu em 1924, em meio às comemorações do centenário de vinda dos primeiros imigrantes alemães ao Rio Grande do Sul. No dia 5 de setembro de 1968 foi sancionada, pelo então presidente Artur da Costa e Silva, a Lei nº 5.496, que instituiu oficialmente o “Dia do Colono”, comemorado em 25 de julho de cada ano. Eles são os responsáveis por conduzir essa agricultura, que, mesmo diante de muitas dificuldades e desafios, produz o alimento que chega na mesa de cada cidadão do Brasil.

A agricultura orgânica é um modelo de produção caracterizado por não utilizar fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, sementes modificadas, reguladores de crescimento animal e intensa mecanização das atividades, visando a reduzir os impactos ambientais, além de cultivar produtos alimentícios mais saudáveis. Guilherme Miguel Galli de 23 anos é natural de Vila Flores e trabalha com produção de hortaliças orgânicas há pouco mais de quatro anos.

Galli relata que desde pequeno observava e acompanhada os pais e avós plantando e cultivando alimentos na propriedade da família, no interior de Vila Flores. De acordo com ele, o jovem sempre admirou o amor e emprenho com que a família cultivava as plantações, isso foi despertando seu interesse e ele sempre procurou aprender com eles.

“Há uns 4 anos atrás surgiu a oportunidade de começar o cultivo de algumas coisas, com o passar do tempo, fui me aperfeiçoando e aumentando as quantidades, variedades e qualidade das hortaliças que cultivo”, explica.

Atualmente o jovem cultiva temperos, alface, radicci, couve folha, couve flor, rúcula, brócolis, couve chinesa (mostarda), pimentão, entre outros. Inicialmente o jovem trabalhava com agricultura tradicional, mas mudou sua forma de trabalhar, optando pela agricultura orgânica, após sofrer uma intoxicação por agrotóxicos.

Agricultura orgânica e agricultura biológica são expressões frequentemente usadas para designar sistemas sustentáveis de agricultura que não permitem o uso de produtos químicos sintéticos prejudiciais para a saúde humana e para o meio ambiente. É um sistema de produção agrícola (vegetal e animal) que visa obter alimentos de qualidade superior, recorrendo a técnicas que garantam a sua sustentabilidade, preservando o solo, o meio ambiente e a biodiversidade, privilegiando a utilização dos recursos locais.

“Eu comecei a procurar os biológicos depois que me intoxiquei cuidando de uma lavoura de tomate, depois disso mudei todo meu jeito de trabalhar, não só por questão de saúde, mas também pensando em quem consome os produtos. Estou optando pela agricultura orgânica, porque usando defensivos agrícolas convencionais, eu estaria prejudicando muita coisa, uma vez que eles matam tudo, não só o que está atacando as produções. Tratamentos convencionais matam, principalmente, abelhas, sem elas não há polinização, sem polinização eu não tenho produção. Com eles consigo controlar uma espécie específica que causa danos sem afetar outra que me ajuda”, descreve.

Os produtos de controle biológico são capazes de reduzir a população de pragas e doenças específicas, mantendo-a em parâmetros ecologicamente aceitáveis de acordo com os princípios do sistema orgânico de produção agropecuária. A premissa básica do controle biológico é controlar as pragas agrícolas e os insetos transmissores de doenças a partir do uso de seus inimigos naturais, que podem ser outros insetos benéficos, predadores, parasitóides, e microrganismos, como fungos, vírus e bactérias.

Galli ressalta que opta por uma produção saudável, pensando em sim como produtor, no ecossistema como um todo e no consumidor final. Com produção mensal média de, aproximadamente, 12 mil unidades, o jovem pretende ampliar a produção e se especializar, anda mais, na área. “Pretendo fazer cursos e especializações no futuro para trazer produtos com cada vez mais qualidade e mais saudáveis”, finaliza.

Feliz Dia do Agricultor Colono e Motorista, uma homenagem do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Prefeitura de Cotiporã.