Autor de assassinato do farmacêutico, em Porto Alegre, é identificado

A Polícia Civil identificou o autor do assassinato do farmacêutico Felipe Morais da Silva, de 33 anos, ocorrido no dia

A Polícia Civil identificou o autor do assassinato do farmacêutico Felipe Morais da Silva, de 33 anos, ocorrido no dia 16 deste mês na orla do Guaíba, em Porto Alegre. Um vendedor ambulante se apresentou durante a segunda-feira, dia 24, na 6ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) junto com outros dois colegas que estavam com ele no dia do crime.

Na presença de advogado, ele confessou ser o responsável pelas facadas, mas alegou legítima defesa. Por enquanto, ele responde em liberdade e os depoimentos, até o momento, estão de acordo com as imagens obtidas.

Para a delegada Roberta Bertoldo, que está respondendo temporariamente pela delegacia, todos os detalhes da morte do jovem, que era morador de Farroupilha e natural de Paraí, na Serra, estão sendo apurados. Segundo ela, não há no momento requisitos legais para o pedido de prisão, por isso, o autor segue em liberdade. Além disso, ela destaca que houve duas situações distintas até o crime ser consumado.

Até o momento já foram analisadas imagens de câmeras de segurança, é aguardado resultado de necropsia – para saber se foram três ou mais golpes de faca – e já foram ouvidas oito pessoas: três ambulantes, três amigos da vítima e duas namoradas deles. Ainda faltam a namorada de um deles e a esposa de Silva. Testemunhas citadas pelos vendedores também serão acionadas.

Desentendimento

Segundo a delegada Roberta, as imagens e os depoimentos obtidos até agora confirmam que houve um desentendimento inicial. O jovem da Serra estava visitando amigos da Capital e todos foram até a Orla. No dia 16, logo depois das 5h, os moradores de Porto Alegre foram mostrar a pista de skate para Silva. Neste momento, um homem esbarrou na namorada de um deles. Houve uma confusão e perseguição. Roberta diz que os amigos perseguiram dois homens, contudo, eles conseguiram escapar. Este fato, inclusive, foi confirmado por policiais militares.

Durante a perseguição, Silva e os amigos correram em meio às barracas dos ambulantes – que estavam no local desde o dia anterior. Segundo depoimento dos três vendedores, eles perguntaram aos jovens o que teria ocorrido. Os quatro amigos pediram para que não se envolvessem e teriam ameaçado os ambulantes. Estes responderam e, sem saber o motivo, alegaram que os quatro homens que perseguiam outros dois iniciaram as agressões.

Roberta destaca que o autor das facadas, que não está tendo o nome divulgado, alegou legítima defesa porque estava sendo agredido de forma desmedida. Logo após os golpes, a briga terminou e os próprios ambulantes teriam acionado socorro. Segundo eles, os três vendedores ficaram no local até o atendimento de emergência iniciar e depois saíram. Nenhum dos envolvidos têm antecedentes criminais.

Inquérito
A delegada Roberta diz que as imagens e os depoimentos foram fundamentais para que o autor fosse identificado. No entanto, ela diz que, mesmo após ele ter confessado o crime durante depoimento, não há elementos legais para pedido de prisão preventiva. “Isso até o momento, o que pode mudar até a conclusão do inquérito. Por enquanto não há requisito para prisão. Ele se apresentou de imediato após ser acionado e, além de alegar defesa, não tem antecedente, tem endereço fixo e não há risco de fuga ou de ameaça a testemunhas”, explica Roberta.

A investigação prossegue. Depoimentos e imagens foram anexados ao inquérito. Por fim, Roberta diz que houve uma divulgação equivocada no início sobre a cidade que a vítima morava. Ele residia em Farroupilha e não em Paraí. Este foi o primeiro homicídio ocorrido no trecho 3 da orla na Capital, que foi revitalizado e entregue à população em outubro do ano passado.

Fonte: GZH
Foto: reprodução perfil pessoal