Ladrões furtam por engano mandioca-brava: entenda o motivo dela ser perigosa

O desconhecimento de ladrões, levou eles a furtarem a variedade de mandioca-brava em uma propriedade na localidade de Mato Queimado, interior de São José do Inhacorá.

Conforme informações, os ladrões foram de carro e chegaram atolar o veículo na lavoura. O proprietário da lavoura revelou que plantou mandioca (aipim), de mesa e no meio alguns pés da mandioca brava.
Os ladrões furtaram mandioca de mesa e alguns pés da mandioca-brava. Porém acabaram fazendo vandalismo, pois deixaram diversas raízes arrancadas na lavoura. O proprietário salientou que tem suspeita da autoria do furto.
CONSUMO DE MANDIOCA BRAVA PODE LEVAR ATÉ A MORTE
A mandioca-brava possui alto teor de ácido cianídrico, sendo extremamente tóxico ao consumo humano e aos animais, podendo levar até a morte. Essa espécie é bastante semelhantes a mandioca de mesa, o que torna difícil diferenciá-las no campo, por meio da análise visual.
A mandioca tipo indústria (brava) deve ser submetida a técnicas de detoxificação (secagem) para ser consumida. Sendo assim, o processamento industrial da mandioca é necessário, até que se transforme em farinha, polvilho, fécula ou raspa.
Já a mandioca tipo mesa (mansa) é consumida das mais diversas formas: em bolos, biscoitos, pudins, purês, ou simplesmente cozida, frita ou em caldo. Esta variedade não precisa ser processada, pois o seu teor de ácido cianídrico é muito baixo (não tóxico).
Foto reprodução
Fonte: No Ar Notícias e Cantão Coração
Mandioca brava:

É possível diferenciar mandioca brava da de mesa?

A mandioca de mesa e a mandioca brava são bastante semelhantes, o que torna impossível diferenciá-las no campo, por meio da análise visual

No Brasil há muitas variedades de mandioca. Dentre elas, temos a mandioca de mesa (macaxeiraaipimmandioca-mansa) e a mandioca tipo indústria (mandioca-bravamandioca-amarga).

Ambas são bastante semelhantes, o que torna impossível diferenciá-las no campo, por meio da análise visual. Se houver qualquer dúvida, o agricultor deve enviar amostras para exame laboratorial.

Dessa forma, o teor de ácido cianídrico pode ser avaliado. E é isso que diferencia a mandioca de mesa da mandioca-brava.

A mandioca-amarga ou brava possui alto teor de ácido cianídrico (quantidade de linamarina maior que 100 mg/kg), extremamente tóxico ao homem e aos animais. Quando a linamarina sofre a ação de enzimas externas ou existentes na própria raiz, surge o ácido cianídrico, com alto ou baixo grau de toxidade.


A mandioca tipo indústria (brava) deve ser submetida a técnicas de detoxificação (secagem) para ser consumida.
 Sendo assim, o processamento industrial da mandioca é necessário, até que se transforme em farinha, polvilho, fécula ou raspa.

Já a mandioca tipo mesa (mansa) é consumida das mais diversas formas: em bolos, biscoitos, pudins, purês, ou simplesmente cozida, frita ou em caldo. Esta variedade não precisa ser processada, pois o seu teor de ácido cianídrico é muito baixo (não tóxico).


Em síntese, no aspecto visual, ambas podem apresentar caules verdes ou rosados, ou pele branca ou rosada, além das folhas e das raízes semelhantes.
 Portanto, quem não tiver o histórico da cultura de mandioca, deve fazer uma análise em laboratório.

Por Andréa Oliveira.
Fontes: Globo Rural e Cursos CPT.

 

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