Colégio São Luiz não retoma aulas nesta segunda

Educandário aguarda retorno do Governo do Estado. Confira o que disse o secretário de Educação do Estado

Confira a nota do educandário, publicada em suas redes sociais:

“Senhores pais e alunos do Colégio São Luiz. Recebemos informações sobre a recuperação das aulas:
1º) O Sindicato dos professores e funcionários solicitou um encontro para acertar o não pagamento de quem fez greve, para que comecem imediatamente a recuperação das aulas e o fim do ano letivo;
2º) O governo não quer nem conversar antes do dia 10, quem quiser, pode conferir na entrevista do Secretário de Educação para a Rádio Gaúcha no dia 03/01, pela manhã;
3º) Diante disso, infelizmente, teremos que esperar a proposta do governo no dia 10 para que as aulas sejam recuperadas;
4º) As recuperações previstas para dia 6, não acontecerão até dia 10.
Agradecemos a compreensão e seguimos aguardando.”

“Não há tempo hábil”, diz secretário da Educação sobre recuperação do ano letivo até o início do próximo

A recuperação dos 25 dias de aula que faltam para o fim do ano letivo de 2019, em razão da greve dos professores da rede pública do Estado, é um impasse. De acordo com o secretário da Educação, Faisal Karam — que concedeu entrevista ao programa Atualidade, da Rádio Gaúcha, nesta sexta-feira (3) — não há tempo hábil para isso, considerando que o ano letivo de 2020 deveria começar em 19 de fevereiro, e os profissionais têm direito a 30 dias de férias.

O secretário afirmou que, atualmente, cerca de um sexto da rede está paralisada — o que representa em torno de 10 mil profissionais da área:

— A maioria das escolas já terminou o ano letivo agora em 19 de dezembro, outras já estão recuperando para terminar até 23 de janeiro, conforme calendário que havíamos colocado em prática, e outras estão voltando gradativamente.

Segundo Karam, a preocupação do governo se estende ao ano letivo de 2020, já que, além da questão dos projetos que estão na Assembleia, há o agravante do piso salarial. Para ele, é muito claro o risco de emendar uma greve na outra.

— É essa a grande preocupação que nós temos hoje: de termos um período de greve e greve novamente enquanto não houverem definições na Assembleia sobre o plano de carreira.

Questionado sobre a antecipação da reunião para discutir o abono do ponto, que está marcada para a próxima sexta-feira (10), o secretário informou que o governo trataria o assunto com o sindicato somente quando todas as aulas fossem retomadas, o que ainda não ocorreu. Até 27 de dezembro, cerca de 190 escolas permaneciam com as atividades totalmente paralisadas, e outras 500 instituições continuavam parcialmente em greve.

Karam também ressaltou que o problema das greves permanece ano após ano e que, nesse momento, a questão do pagamento é descartada:

— A posição (do sindicato) é muito clara: não voltam enquanto não houver remuneração desses dias parados. E isso não faremos.

Em relação ao cumprimento dos 200 dias letivos do calendário, Karam garantiu que o Estado está tentando forçar que as escolas completem as horas obrigatórias de cada nível escolar, para que os alunos não tenham o aprendizado prejudicado. Segundo ele, o calendário de recuperação foi repassado às escolas em 21 de dezembro. Algumas instituições irão voltar às aulas nesta segunda-feira (6).

— Iremos adentrar o ano (letivo) de 2020, sem dúvida nenhuma, ultrapassando a data limite de 19 de fevereiro. Não temos mais como recuperar em tempo hábil, porque os profissionais têm direito a 30 dias de férias.

Também afirmou que o Estado tem consciência das dificuldades dos profissionais da educação, inclusive da questão salarial. No entanto, ressaltou que o governo está discutindo a questão e buscando alternativas para o aumento do piso salarial, já que os cofres públicos do Rio Grande do Sul não suportam o reajuste.

Fonte: Rádio Gaúcha ZH

Ouça a manifestação do Secretário: