Aulas e torneios de Câmbio estão suspensos em Vila Flores

O Câmbio é uma das atividades oferecidas pela Prefeitura de Vila Flores, através do Centro de Referência de Assistência Social

O Câmbio é uma das atividades oferecidas pela Prefeitura de Vila Flores, através do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), para movimentar e integrar a Terceira Idade. O jogo é semelhante ao voleibol, mas com adaptações como a bola presa, ou seja, o participante pode segurá-la e passar para os companheiros. O objetivo do jogo, assim como no vôlei, é não deixar a bola tocar o solo. Em função da situação frente ao coronavírus (Covid-19), enfrentada no mundo todo, as aulas e também as competições que o grupo participava em diversos municípios estão suspensas.

Esta é a segunda matéria, da séria desenvolvida pela Administração Municipal, que trata sobre como participantes de grupos e atividades que ocorrem no município estão lidando com esse período da pandemia. No grupo de Câmbio são cerca de 30 participantes, com idade a partir de 50 anos. As aulas, orientadas pelo educador físico Fabrício Gal, ocorriam uma vez por semana, com times mistos, e nos finais de semana costumavam participar de campeonatos e integrações. Atualmente eles estão em casa, mas seguem mantendo contato com os colegas, por telefone ou internet, para amenizar a falta da convivência.

Desde a fundação do grupo, Cleci Benetti Zugno, 63 anos, participa da atividade. Ela sempre gostou de jogar bola e elenca diversas qualidades para a prática do esporte. “Os benefícios são muitos, como amizade, convivência, atividade física, é muito divertido, um bom exercício para a cabeça”, descreve, acrescentando que os encontros “fazem muita falta, muita mesmo, mas se é pelo bem da nossa saúde vamos ficar em casa”. Para ela, a situação com o coronavírus vai longe e acha que só devem voltar aos treinos quando não houver mais perigo de contaminação, pois são grupo de risco. Cleci segue na ativa, fazendo caminhadas em casa mesmo e, nos finais de tarde, junto com o esposo Jorge, ela joga Câmbio.

Para Eva Ângela Dalssasso Turcatto, 59 anos, e o marido Roque Turcatto, 68 anos, integrar a equipe do Câmbio traz bem-estar, experiência, qualidade de vida e amizade. Eles contam que jogam há três anos e estão sentindo saudades das aulas, mas sabem que se faz necessário respeitar o momento e seguem treinando em casa. “Assim que passar [a pandemia] seria bom retornar, mas sem pressa e respeitando as normas. Sabemos que o câmbio é uma atividade importante, porém não é de tanta necessidade em meio ao caos público que o mundo está vivenciando”, ressalta Eva.

Há quatro anos, Clara Mazzarolo Seger, 62 anos, integra a equipe e frisa que o Câmbio é qualidade de vida. “É uma atividade física gostosa e alegre. Além de manter um clima de integração com os próprios colegas, amplia as relações sociais com outras equipes”, explica. No início da quarentena, por não sair para treinar, nas primeiras semanas sentia muita ansiedade, contando os dias para retornar à quadra e encontrar o grupo. “Mas vendo e ouvindo os noticiários entendi que tinha que permanecer em casa”, comenta. Ela afirma que está esperando que termine todo esse caos em breve para voltar à normalidade e sair para outros lugares com a equipe. Enquanto isso, tem feito exercícios em casa, utilizando um simulador de caminhada.

Segundo Gema Fantini, 64 anos, a prática do esporte trouxe para sua vida amizades, alegria, descontração. “É tudo de bom, sinto muita falta”, salienta. Ela participa da equipe há mais de dois anos e diz que é muito triste não poder ter as aulas. “Era uma das minhas alegrias, não via a hora de ir treinar e jogar”, lembra Gema. Para não perder o ritmo, pratica exercício com cabo de vassoura, bola, alongamentos, meditação e caminha no quintal de casa. Ela está ansiosa e com muita esperança que irão voltar logo com as atividades e mais fortes ainda.