Cavalos resgatados em abatedouro clandestino em Caxias são atendidos na UCS

Os seis equídeos – quatro éguas, um cavalo e uma jumenta – resgatados de abatedouro clandestino em Forqueta, interior de

Os seis equídeos – quatro éguas, um cavalo e uma jumenta – resgatados de abatedouro clandestino em Forqueta, interior de Caxias do Sul, encontrados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado na operação Hipo, recebem cuidados veterinários na Clínica de Grandes Animais da Universidade de Caxias do Sul (UCS). O trabalho conta com o envolvimento de professores, médicos veterinários, funcionários e alunos. Os animais seriam abatidos e teriam a carne transformada em hambúrgueres.

Desde que chegaram na estrutura da Universidade, na sexta-feira, dia 26, os equídeos passaram por exames clínicos e complementares para atestado de sanidade, conforme explica o professor Leandro do Monte Ribas, coordenador do curso de Medicina Veterinária e da Clínica Veterinária (CVET) da UCS. Eles estavam magros, com lesões físicas e emocionalmente fragilizados.

Já foram administradas vacinas e atestados resultados negativos para importantes doenças da espécie como anemia infecciosa equina e mormo, de notificação obrigatória e de risco à equideocultura. “A jumenta apresenta sérias lesões podais e necessitará de maior atenção médica. Por isso, e pelo apego dos alunos a ela, será adotada pela UCS e fará parte do nosso plantel”, conta Leandro. Dois dos equídeos passarão por cirurgia plástica e um será castrado.

O monitoramento segue e, livres de doenças, serão manejados mais intensivamente, com passeios e rotina normal à espécie. A partir daí, serão liberados para as adoções. Os animais são de responsabilidade das ONGs Proteção Animal Caxias (PAC) e Sociedade Amigos dos Animais (SOAMA), que obtiveram sua guarda.

Por meio de parcerias com ONGs, desde 2016, o curso de Medicina Veterinária da UCS presta assistência à saúde de equinos, bovinos e ovinos em vulnerabilidade, abandonados e, muitas vezes, em situação de maus tratos.

Fonte: Correio do Povo