Marrequinhas voltam a predominar na barragem de Garibaldi

Após limpeza feita quando a Corsan ainda era pública, "tapete verde" volta à Barragem

Um cenário que mistura indignação, preocupação ambiental e sensação de abandono voltou a chamar a atenção da população de Garibaldi nos últimos dias. A Barragem Santa Mônica, um dos principais mananciais do município, foi novamente tomada por marrequinhas, plantas aquáticas que cobrem grande parte da superfície da água e transformaram a represa em um verdadeiro “campo de futebol verde”.
O problema, que parecia superado, ressurgiu com força desde a semana passada. Durante a gestão passada, nenhuma intervenção significativa foi realizada, já no início do governo do atual prefeito Sérgio Chesini, quando a Corsan ainda operava como empresa pública, uma limpeza foi executada, trazendo alívio temporário à população. Na oportunidade a barragem ficou limpinha e todos enxergavam a água no local.
Agora, no entanto, o cenário voltou a se repetir — e com intensidade. Moradores que vivem no entorno da barragem relatam frustração e cobram soluções definitivas. “É sempre a mesma história: limpa, melhora por um tempo e depois volta pior”, desabafa um morador que acompanha a situação há anos.
Em nota, a Corsan informou que realiza monitoramento contínuo da Barragem Santa Mônica, garantindo a qualidade da água e a segurança do manancial. A companhia explicou que as macrófitas aquáticas, popularmente conhecidas como marrequinhas, têm papel importante no equilíbrio ambiental, atuando como filtros naturais e auxiliando no controle do crescimento de algas, como as cianobactérias.
Segundo a empresa, o manejo dessas plantas será realizado conforme a necessidade, sem, contudo, detalhar prazos ou ações imediatas. A ausência de um cronograma definido tem ampliado a pressão da comunidade por respostas mais concretas. Especialistas em recursos hídricos alertam que, embora as macrófitas tenham função ecológica, o crescimento descontrolado pode indicar excesso de nutrientes na água e comprometer tanto o uso do manancial quanto a percepção de segurança ambiental da população.
Enquanto isso, imagens e vídeos da barragem coberta pela vegetação circulam nas redes sociais e alimentam a insatisfação popular. Para muitos moradores, o temor é que o problema continue sendo tratado de forma paliativa, sem um plano duradouro que evite que a Barragem Santa Mônica volte, mais uma vez, ao centro das críticas.
A reportagem aguarda posicionamento da administração municipal sobre possíveis ações conjuntas com a Corsan para enfrentar a recorrência do problema.
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Fonte:: Portal Adesso
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