Incêndio teria começado próximo dos únicos pontos de saída do centro, diz delegada de Carazinho

A investigação preliminar do incêndio em um centro terapêutico de Carazinho que deixou 11 mortos aponta que o fogo teria

A investigação preliminar do incêndio em um centro terapêutico de Carazinho que deixou 11 mortos aponta que o fogo teria começado na entrada da casa, onde ficavam os únicos pontos de saída do local. De acordo com a delegada Rita De Carli, os internos já estavam dormindo no momento do início das chamas, e a distância do alojamento da sala pode ter dificultado o conhecimento do incêndio – ocorrido na noite de quinta-feira.

“Em função de ser um centro para dependentes, eles tinham uma rotina bem rígida, com horário de trabalho e para dormir. Eles costumam dormir cedo, não mais que 22h. No horário que pegou fogo, todos já estavam dormindo”, explica a delegada à reportagem do Correio do Povo nesta sexta-feira. O prédio, segundo Rita, tinha três portas de ingresso e saída, localizadas mais próximas da entrada do centro, onde ficava uma sala de recepção.

A delegada destacou que esse é o maior incêndio da história de Carazinho, que tem mais de 62 mil habitantes. Até o momento, foram ouvidas três testemunhas, todas vítimas sobreviventes. “Eles [as testemunhas] narraram que o local onde o fogo teria mais intenso era próximo da entrada. Que quando se acordaram o prédio já estava todo em chamas. Ou foi muito rápido ou demoraram para perceber o fogo”, conta Rita.

Segundo ela, os internos tentaram sair do local pelas janelas, já que havia muito fogo no corredor onde levava para as portas da entrada. “Eles tentaram sair pelas janelas, mas elas eram basculantes. É impossível uma pessoa cruzar aquela estrutura”, explica.

Uma das vítimas teria tentado, no entanto, cruzar o corredor. Ele chegou a ser resgatado com vida, mas morreu no hospital. “A versão que está se construindo até agora é de que o fogo começou próximo da entrada e foi se expandindo. Vamos ver o que o perícia apresenta de resultados”, afirmou a responsável pela investigação.

“Em princípio, a gente não trabalha com a hipótese de um incêndio criminoso porque não tem elementos que indicam isso. São pessoas de muitas cidades, que trabalham, uns em tratamento e outros que já receberam alta. Na sequência, vamos ampliar o leque de testemunhas, representantes da empresa, documentação do centro”, pontuou.

Fonte: Correio do povo