Mulher suspeita de envolvimento em duplo homicídio é presa em Guaporé

Durante a manhã desta terça-feira (24), a Polícia Civil de Guaporé cumpriu mandados de busca e apreensão e prisão na

Durante a manhã desta terça-feira (24), a Polícia Civil de Guaporé cumpriu mandados de busca e apreensão e prisão na região do bairro Promorar e Vila Verde II. Na ocasião, foi detida uma mulher de 40 anos, investigada por suposta participação nos homicídios de Jair André de Quadro Figueira e Maximiliano Corrêa Rodrigues, neste mês de maio, em Cachoeirinha, região metropolitana de Porto Alegre. A movimentação policial faz parte da Operação Tríplice Fronteira.

Resultado de investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas com apoio da Brigada Militar (BM). A ação contou com ação da Polícia Civil de Guaporé para prender esta mulher de 35 anos na rua Henrique Pretti. Ela é suspeita de estar envolvida nas mortes de Figueira e Rodrigues. A dupla foi encontrada dentro do porta-malas de um automóvel Gol na Estrada Passo do Nazário, em Cachoeirinha. As mortes teriam sido causadas por espancamento, e os corpos estavam amarrados e enrolados em um cobertor. Dentro do compartimento também estava um indivíduo de 25 anos que foi encontrado com vida. Ele, atualmente, está internado e em estado de coma.

Na ação de hoje, foram cumpridas 13 ordens judiciais, sendo 11 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, nas cidades de Canoas, Porto Alegre, Charqueadas e Guaporé. Além da prisão desta moradora da cidade serrana, foram apreendidos R$18 mil em espécie. Um dos locais alvo dos mandados, um apartamento em condomínio no bairro Guajuviras, em Canoas, seria onde as vítimas foram espancadas. O local será periciado por equipe do Instituto Geral de Perícias (IGP). A operação contou com um efetivo de 83 policiais (53 policiais civis e 30 policiais militares), o emprego de 20 viaturas, apoio aéreo da PC e canil da BM.

Conforme informações da Rádio Aurora de Guaporé, o delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Robertho Peternelli, destacou acreditar no envolvimento da detida de Guaporé e os dois homicídios.

Vamos apurar ao que essa mulher se dedicava e porque ela convenceu o Jair a tentar vir até Canoas. Até o primeiro momento, ela pode ter tido uma participação no desfecho trágico. Isso será melhor aprofundado com as oitivas e análises de aparelhos celulares”, disse.
Segundo o delegado, a investigação apontou que as três vítimas foram até Canoas porque estariam ingressando em uma nova facção. Eles receberiam a primeira missão que seria o transporte de drogas, mas, no meio do caminho, ocorreu uma desavença.
“Vamos averiguar o que motivou essa desavença. Queremos apurar qual o papel de cada um. Qual organização praticou o crime. Se eram rivais ou não. Isso tudo vai ser melhor esclarecido com o decorrer da investigação”, destacou Peternelli.

fonte: leouve