Após seis anos de mobilização, Dnit retoma construção da BR-285, em São José dos Ausentes

Equipes atuaram durante um ano na revisão dos projetos até o início da movimentação das máquinas, na última quarta-feira (3)

Depois de ao menos seis anos de mobilizações intensas, inclusive em Brasília, a comunidade dos Campos de Cima da Serra finalmente pode conferir o trabalho das máquinas na conclusão da BR-285, em São José dos Ausentes.

 

As obras iniciaram na última quarta-feira (3) e vão completar o trajeto de 8,87 quilômetros ainda pendentes no trecho gaúcho da rodovia.

 

 

As intervenções no terreno ocorrem após um ano de revisão dos projetos realizado pelo Consórcio Planaterra/Traçado/Iguatemi.

 

O grupo de empresas também será responsável pela execução da obra. A empresa foi selecionada via Regime Diferenciado de Contratação (RDC), que permite a uma única empresa realizar projeto e obra.

 

 

Segundo o Dnit, a conclusão dos oito quilômetros está orçada em R$ 72 milhões e prazo de execução é de cerca de dois anos e meio.

 

Na época da assinatura de contrato, em julho do ano passado, a obra já contava com R$ 12 milhões reservados via emendas parlamentares.

 

A estimativa de líderes dos Campos de Cima da Serra é de que atualmente já existam cerca de R$ 30 milhões empenhados.

 

 

Histórico

Além de ajudar a escoar a produção do Estado quando estiver concluída, a BR-285 vai formar um corredor estratégico, cruzando todo o Rio Grande do Sul.

 

Em São Borja, na fronteira oeste, a rodovia dá acesso a estradas argentinas e chilenas, permitindo uma ligação rodoviária entre o porto de Imbituba, em Santa Catarina, e o porto de Antofagasta, no Chile.

 

 

A última inauguração de um trecho pavimentado da BR-285 na Serra ocorreu em 2010, quando foi entregue o acesso a São José dos Ausentes.

 

De lá para cá, problemas com licenciamento ambiental e desistência da empreiteira responsável pela obra, além da falta de recursos, impediram o andamento do projeto. O resultado foi a falta dos quase nove quilômetros de asfalto, que mobiliza a comunidade desde 2016, para que seja solucionada.

 

 

Fonte Jornal Pioneiro

Foto divulgação