Frei Antoninho Pasqualon comemora 50 anos de sacerdócio

Desde à infância, a religiosidade esteve presente em sua vida, e motivado pelo pai, Antoninho escolheu seguir a vocação sacerdotal. Foram seis paróquias, em cinco décadas.

Um frei muito conhecido na região, Antoninho Pasqualon, comemora neste domingo, dia 05, os seus 50 anos de sacerdócio, para ele: “Deus chama, e quando chama, temos que seguir a vocação!”. Aos 77 anos, Antoninho, que nasceu na Comunidade de Nossa Senhora do Caravággio em Vila Flores, relembra de sua infância, quando frequentava as missas com seu pai: “o meu pai ia na missa em Vila Flores e geralmente perguntava aos 13 filhos: ‘quem é que vai amanhã comigo para a missa?’.  Normalmente, eu me oferecia ou ele me convidava, não sei porque ele tinha essa tendência. E depois da missa, costumávamos visitar o Seminário, que tinha bastante seminaristas”, conta. 

“Acho que esse aí vai ser Padre”
Antoninho recorda que os Seminários recebiam os filhos dos agricultores, oportunizando o estudo, por isso, muitos jovens estudavam nesses locais, porém, poucos seguiam o sacerdócio. Ele lembra que seu pai, que o motivou muito, dizia: “acho que esse aí vai ser padre”. Além dele, estudaram no Seminário outros três irmãos, que não seguiram o sacerdócio. 
Com 11 anos, Antoninho ingressou no Seminário de Vila Flores, depois estudou em Veranópolis, mas foi em Vila Ipê que concluiu, com o professor, Frei Dom Orlando Dotti, que foi patrono do curso. O noviciado foi cursado em Garibaldi, a preparação para o vestibular em Marau, a faculdade de Filosofia em Ijuí, e por fim, a de Teologia, em Porto Alegre. A ordenação sacerdotal foi em Caravaggio, Vila Flores, no dia 21 de dezembro de 1969. 

Seis paróquias e 
muitos aprendizados 
Em sua trajetória, trabalhou em seis paróquias, um ano em Ijuí;  cinco anos em Vacaria, onde trabalhou na Rádio Fátima, além da Paróquia; em Vila flores, foram seis anos, onde auxiliou também na Pousada dos Capuchinhos; em Flores da Cunha foram seis anos como vigário e oito como pároco; em Veranópolis, onde está hoje, no total, já foram 13 anos, onde trabalhou no seminário, foi vigário e pároco; e em Garibaldi, permaneceu como pároco por 11 anos. 
Segundo ele, foi bom trabalhar em todas as comunidades e em todas elas, uma característica marcante foi a colaboração das pessoas. Ao longo desses 50 anos, Antoninho trabalhou muito com a juventude, principalmente em Flores da Cunha, Garibaldi e Veranópolis. “Aqui, reuníamos dois mil jovens na Festa de São Luiz Gonzaga, fazíamos as quermesses, bingo, reunião dançante. Mexíamos com a juventude”, recorda, com alegria.  
Hoje, em Veranópolis, além de ser vigário, Antoninho cuida dos doentes em casa, visita o Hospital e o Lar São Francisco. “Veranópolis que é a Terra da Longevidade, precisa muito da Espiritualidade, o que foi comprovado pelas Pesquisas do Dr. Emílio Moriguchi, como um fator que contribui com a vida longeva”, afirma. 

O casamento 
Um dos fatos mais marcantes como padre, que teve uma dimensão nacional, foi a realização de um casamento atípico em Garibaldi, onde os noivos vestiram-se de Shrek e Fiona. Segundo Antoninho, a única diferença de um casamento normal foram as vestimentas, e para ele, “não é isso que importa, mas sim, o que as pessoas vivem e pretendem viver juntas”. Mais de duas mil pessoas assistiram a celebração, que foi apoiada não só pelo município, mas também pelo país, apesar de algumas críticas de conservadores.  

A comemoração
A Missa de Ação de Graças será às 10h na Gruta Nossa Senhora de Lourdes e após haverá a confraternização, que será um almoço, no Salão da Gruta. Estarão presentes bispos, o Provincial Frei Nilmar Carlos Gatto, sacerdotes, amigos das comunidades onde atuou e autoridades.