Pedido de reconsideração é indeferido e Serra Gaúcha segue em bandeira vermelha

A elevação de casos confirmados e de hospitalizações em leitos de UTI de pacientes com Covid-19 em grande parte das

A elevação de casos confirmados e de hospitalizações em leitos de UTI de pacientes com Covid-19 em grande parte das regiões do Estado culminou no indeferimento dos oito pedidos de reconsideração enviados ao mapa preliminar da 31ª rodada do Distanciamento Controlado. O Gabinete de Crise optou por manter, no mapa definitivo divulgado nesta segunda-feira (7), a classificação em bandeira vermelha (risco epidemiológico alto) em 20 regiões.

A única região classificada em bandeira laranja (risco epidemiológico médio) é a região de Taquara, com oito municípios. Isso significa que 98% da população gaúcha está situada em cidades cujo nível de contágio é considerado alto.

Os pedidos de reconsideração foram indeferidos em função da contínua redução de leitos livres e do aumento da ocupação de leitos de UTI nas macrorregiões. Mesmo que algumas regiões tenham apresentado média final menor do que na semana passada, optou-se pela manutenção das restrições mais severas da bandeira vermelha em um esforço para diminuir o contágio nestes 14 dias.

A decisão de manter as 20 regiões em bandeira vermelha reforça o alerta emitido pelo governo do Estado desde novembro. A equipe que monitora os 11 indicadores do Distanciamento Controlado percebeu piora em todos eles – entre as maiores variações, estão o número de casos de Covid-19 ativos (aumento de 20%), os internados em leitos clínicos com Covid-19 registrados nos últimos sete dias (+15%) e os óbitos nos últimos sete dias (+29%).

É a primeira vez, em 31 rodadas, que o mapa definitivo tem apenas uma bandeira laranja e 20 regiões vermelhas. A vigência das novas bandeiras se inicia à 0h de terça-feira (8) e segue até as 23h59 da segunda-feira seguinte (14).

Uma vez que a cogestão regional do Distanciamento Controlado está suspensa até 14 de dezembro, as bandeiras anunciadas devem ser aplicadas seguindo os protocolos definidos pelo Estado.

Fonte: Semcom