Há 1.500 edições documentando a história

Acredita-se que o jornalismo comunitário sempre existiu, mas da forma que conhecemos hoje, chegou ao Brasil nos anos 60, como

Acredita-se que o jornalismo comunitário sempre existiu, mas da forma que conhecemos hoje, chegou ao Brasil nos anos 60, como uma alternativa à mídia tradicional. Ele tem por objetivo tratar de assuntos que, apesar de serem extremamente importantes para determinada comunidade, passam despercebidos pela grande imprensa.

E é nesse ‘esquema’ que ele funciona: o local dita as pautas e a comunidade produz. Para esse tipo de jornalismo, o foco é sim dar voz à comunidade, reivindicando mudanças, expondo os problemas ou até mesmo contando acontecimentos recentes e eventos que sejam importantes para as pessoas que vivem naquele local.

O jornalismo comunitário é um instrumento de mobilização social pois além de ser uma forma de exercer a cidadania, ele fortalece a sociedade civil, consolida o direito constitucional à informação e ainda ajuda a democracia no país.

Com a ascensão da tecnologia houve quem acreditasse que os meios de comunicação impressa teriam seu fim decretado. Enganou-se quem pensou assim. A diminuição do jornal impresso foi perceptível nas grandes metrópoles. Porém, nas cidades do interior, o jornal ainda tem seu valor e importância para a sociedade. As pessoas ainda fazem questão de tê-los em mão.

Além de estar ‘vivo’, o jornal também não está ultrapassado, ele se adequou aos novos formatos popularizados. As mesmas notícias que as pessoas folheiam no jornal, também podem ser lidas na tela do celular através dos portais de notícias e das redes sociais do próprio veículo. O jornal do interior se reinventou e hoje pode ser encontrado em todas as plataformas. Ele uniu o novo e o velho e alcança todos os públicos, do mais novo ao mais velho.

De onde vem essa força e porque acreditar na longevidade dos jornais do interior? É inegável que parte disso vem do fato de o jornal impresso ser um registro palpável de acontecimentos e também do grande empenho dos profissionais envolvidos em manter vivo esse veículo. Mas inúmeros outros fatores contribuem para isso, como o fato deles destacarem os assuntos pertinentes a realidade do município, eles são locais e não globalizados. Dificilmente será possível saber os fatos do município num veículo nacional ou mesmo estadual.

Ainda, outros motivos podem ser destacados para acreditar no jornal do interior. Uma professora de comunicação recentemente decidiu realizar uma pesquisa para seu doutorado sobre o estudo desses jornais. Com base em sua pesquisa, no qual ela entrevistou 3200 leitores de cidades do interior, ela concluiu que a vida dos jornais será ainda maior na região Sul devido aos hábitos culturais e nível de maior escolaridade da população. E outro fator interessante apontado por ela, é que até o clima frio estimula a leitura. No interior as pessoas também são mais reativas as denúncias noticiadas. Ainda, segundo ela, os jornais do interior são mais éticos por não exporem os nomes e rostos de acusados de crime.

Pelo visto a lista é imensa para que o jornal do interior se mantenha. Quem ganha com isso é o município e a população que terá ao dispor um material bem apurado sobre o que acontece ao seu redor, sobre a realidade daquela comunidade. Um jornalismo aonde as pessoas da localidade estarão inseridas.

É nessa caminhada que chegamos às 1.500 edições. Nossa gratidão e reconhecimento a quem ajudou a escrever essa história, principalmente a você, nosso caro leitor e anunciante.

Nossa saudação a nosso eterno Egidio Dalla Coletta, que dedicou mais de 25 anos a essa caminhada. Vamos seguir firmes e juntos!
Assinantes antigos
 

Alzir José Secchi, 70, aposentado.

“Todos nós, no fundo somos bairristas e queremos ver receber notícias, informações, publicidade e novidades de nossa cidade e região. Escolhi assinar, e permaneço assinante até hoje por acreditar no crescimento, e seu Diretor Egídio Alberto Dalla Coletta (falecido) ser um grande amigo e obcecado pelo seu crescimento.  O Estafeta tem sido presente em coberturas de grandes eventos, locais e regionais, com presença de figuras ilustres. Desde que assinei, no ano de 1995, percebi que o jornal evoluiu muito, que há uma qualificação profissional, matérias mais atrativas, notícias sociais, políticas e de interesse local e toda nossa micro região. Só tenho a desejar um caminho de crescimento e muito sucesso a todos quem fazem parte do jornal”.

Jovens assinantes

Laura Tedesco Bressan, 16, estudante.

 “Escolhi assinar o Jornal O Estafeta porque ele é sinônimo de   profissionalismo e confiança. Toda quarta-feira, posso ter certeza que a informação chega na minha casa com verdade e com a identidade ímpar do Estafeta, concretizada em páginas. Enquanto jovem, acompanhar o jornal é estar sempre informada sobre os assuntos em pauta e ter base para criar opiniões acerca do tema. Nos últimos tempos, nós jovens temos buscado a informação nas redes sociais, e ao pensar em fontes de notícias, é impossível não citar o Estafeta, porque ele também está ao alcance da galera na internet, aproximando o jornal do leitor. Além disso, sempre tem conteúdos pra todos os públicos e é essa preocupação com o leitor que torna o Jornal O Estafeta especial e parte do cotidiano da comunidade veranense. É um privilégio dividir minha semana com o jornal e acompanhar cada novidade de um veículo de comunicação que se reinventa constantemente para seguir levando a comunidade um jornalismo que exala verdade, respeito e carinho”.

 

Personalidades

Agenor Abruzzi, advogado e economista.

“Sem O Estafeta, Veranópolis não seria nada. O jornal é um patrimônio cultural e histórico da nossa cidade. É o local onde Veranópolis pode divulgar tudo que acontece aqui, e tem sido imprescindível para o desenvolvimento social, econômico e cultural também. Podemos saber o que tem acontecido não só na cidade, mas em todas em que o Estafeta está presente”.

Vida longa ao O Estafeta!