Qual o jogo memorável do VEC, no seu ponto de vista?

Pessoas que fazem parte da história pentacolor nos contaram as importantes memórias do time.

A reportagem d’O Estafeta colheu depoimentos de pessoas que tiveram algum tipo de relação com o Veranópolis Esporte Clube (VEC) ao longo da sua história, para rememorar jogos ou acontecimentos inesquecíveis.

“São vários jogos que foram importantes na minha carreira como atleta e como técnico também. Mas o mais memorável foi em 2007, durante o Campeonato Gaúcho. Foi entre Veranópolis e Internacional, o último jogo da fase classificatória. Precisávamos ganhar e torcer para uma combinação de resultados, quase que impossível. Os resultados dos outros adversários nos ajudaram e tínhamos a missão de vencer o Internacional, que no ano anterior tinha sido campeão do mundo, só isso. Então, imagina a importância desse jogo, o Veranópolis, com algumas limitações em termos de jogador, enfrentar um campeão do mundo. Vencemos o jogo por 2 a 1, classificamos para a próxima fase do campeonato.”
Gilmar Dal Pozzo, ex-atleta e treinador.

“Poderia citar vários, como os dois jogos, em 2007, contra o Cruzeiro (MG) pela Copa do Brasil, a partida que garantiu o título de campeão do Interior em 2012 contra o Avenida, em Santa Cruz, ou ainda, a vitória sobre o Grêmio na Arena, em 2015, que fez o Felipão ir para os vestiários antes mesmo do fim do duelo. Mas poucos jogos marcaram mais que o confronto contra o Inter, em 2007.”
Luís Felipe Peracchi, torcedor.

“O VEC teve uma trajetória gloriosa, recheada de jogos memoráveis e emocionantes. É muito difícil destacar um entre todos. Mas teve um, em Porto Alegre, em uma Semifinal, numa segunda-feira, contra o Internacional.  O jogo foi transferido do domingo para segunda-feira devido ao alagamento do Beira Rio. Teve prorrogação.  O Inter venceu por 3 a 0 no tempo normal e depois por 4×0 na prorrogação.  Nesse jogo o VEC teve participação na renda.”
Edelmar Soares (Capelão), comentarista.

Foi quando fomos Campeão Gaúcho do Interior, mas o mais memorável mesmo foi quando subimos de série. Contrataram o Tite e conseguimos chegar à elite do futebol. Lembro até hoje da comemoração, os jogadores desfilaram no carro de bombeiros e nós, torcedores, vibrando junto com eles, foi maravilhoso. E quando foi Campeão do Interior ficamos na praça esperando a chegada dos jogadores até a madrugada. Foi uma festa,”
Eliane de Quadros, torcedora

“Foram muitos jogos históricos, especialmente pelos resultados e seus significados. Um deles, no entanto, tornou-se inusitado. Foi aquele duelo contra o Internacional de Santa Maria, no dia 30 de março de 2009, uma segunda-feira à noite. No final do primeiro tempo, quando o placar estava em 1 a 1 Miro Bahia foi expulso e os demais jogadores partiram para cima da arbitragem para reclamar. Então, o árbitro Rogério Gonçalves acionou a Brigada Militar. Eles entraram em campo munidos de escudos e disparando spray de pimenta para cima do time do VEC. Cinco atletas do pentacolor foram atingidos pelo gás e tiveram que ir para o hospital. Resultado: o segundo tempo teve que ser jogado no dia seguinte, na terça-feira, dia 31.”
Mário Vivan, radialista

“Lá no longínquo 1992, quando fundamos o VEC, talvez não imaginássemos o quanto longe chegaríamos. Tive a felicidade de participar desde a fundação, estar presente naquele momento glorioso em 1993, lá em Bagé, quando treinados pelo atual técnico da Seleção Brasileira, Tite, subimos para a Primeira Divisão. Neste momento triste, também estive presente, e por amar o VEC estou muito triste, mas certo de que o trabalho sempre foi feito da melhor maneira possível. ”
Paulo César Guzzo, fundador.

“O jogo memorável, principalmente pela tensão que envolvia, e pela alegria ao final, foi em 2007, VEC 2 x 1 Inter. Gol da Vitória aos 49 do segundo tempo, eliminando o Inter e classificando o VEC para a próxima fase do Gauchão.” 
Cleverson Kufner (Fininho), ex-atleta
 

“Em 2007, estávamos precisando de uma vitória para classificar para as oitavas de final. Jogamos contra o Inter aqui, que tinha sido Campeão do Mundo em 2006, e dependíamos de outro resultado, do jogo de Glória e Novo Hamburgo. Novo Hamburgo não podia ganhar o jogo porque estávamos um ponto atrás deles e o Inter dependia de uma vitória do Glória, mas não podia perder para nós. Saímos vencendo o jogo, mas o Inter empatou e dependíamos do resultado. Por volta dos 40 do segundo tempo cobramos uma falta na área e o nosso zagueiro (Mano) desviou a bola de cabeça, o Clemer espalmou e o Marcos Alexandre fez o gol. ”
Dirceu Menegon, ex-atleta.