Veranópolis Inspira: Lírio Soares, a voz do rádio, da política e da comunidade

Diversas são as lembranças de sua vida

Lírio Soares fez e faz história na comunidade, na política e no rádio. Ele nasceu em Vila Azul e casou-se com Olenca Giugno Soares (in memorian); teve três filhos: Maurício, Lorenzo (in memorian) e Karina, e dois netos: Guilherme e Helena. 
Como radialista, obteve o registro de jornalista e, ainda, conquistou o diploma de advogado. No rádio, iniciou cedo, na década de 60, atuando na Rádio Veranense, sendo narrador de futebol por doze anos. Criou dois programas: Os Ouvintes Comandam e Veranense Show. 
Em sua vida, realizou entrevistas importantes que marcaram história: em 1969, participou de entrevista com Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, no seu milésimo gol diretamente do Maracanã; e em novembro de 1976, entrevistou o Papa Paulo VI dentro do Vaticano. Também, entrevistou cinco governadores do Estado e outros personagens da política rio-grandense. Ainda no                                                                           rádio, em 1964, realizou a primeira reportagem externa da Rádio São Francisco, de Caxias do Sul, transmitindo a 1ª Vindima. E em 2017, voltou para o rádio com o programa Vozes da Terra, das 12h às 14h, aos sábados, pela Rádio 96.1 FM.

Iniciou sua trajetória na política com 21 anos. Foi, por três mandatos vereador, e prefeito de 1973 a 1976. 
Em 1970, como vereador em pronunciamento na Câmera de Vereadores lançou a ideia de Veranópolis realizar a Festa Municipal da Maçã.  E no ano seguinte foi escolhido como Presidente da Comissão Organizadora da Festa, em Lageadinho. A 1ª Festa Municipal da Maçã foi realizada de 23 a 30 de maio de 1971, em Lageadinho. 
Em 1973, lançou, no Estado, a 1ª Femaçã Estadual, tendo como palco o Seminário Seráfico São José.  Neste mesmo ano, a fusão entre o Dalban e o Veranense já era debatida no cenário estadual. Em matéria da Folha da Manhã de Porto Alegre, do dia 24 de julho de 1973, Lírio explicou a situação da época, crendo que o melhor passo seria a união dos clubes. Após tentativa de fusão dos clubes que fracassou, a união concretizou-se apenas em 1992. 
Por longo período, Lirio foi responsável também, pela produção da reportagens da região, para importantes jornais do Estado.
No ano de 1976 foi lançada a 1ª Femaçã Nacional, no Pavilhão da Femaçã. O evento transformou-se num dos acontecimentos mais importantes da história de Veranópolis, pois contou com a presença do Presidente da República, General Ernesto Geisel, e seu vice, General Adalberto Pereira dos Santos.

Em sua administração, em 1976, foi construída a Estação de Tratamento de Água, canalizando o produto do Rio Retiro. Além disso, em sua gestão, o prédio do então Ginásio Divino Mestre, hoje Colégio São Luiz Gonzaga, passou para gestão do Governo do Estado. 
A construção da rodovia entre Cotiporã e Veranópolis foi a maior obra de sua administração. O leito ficou pronto, facilitando ao Estado o devido asfaltamento. 
No ano de 1978, ele transferiu-se para a Capital do Estado em virtude do estudo dos filhos. De 1979 a 1994, foi gerente da extinta Caixa Econômica Estadual. Na década de 1980, na gestão do presidente José Asmus, fez parte da diretoria do Sport Club Internacional. Também na década de 80, foi conselheiro do Grêmio Naútico União. Foi vice-presidente jurídico do Veranópolis, defendendo o clube no Tribunal de Justiça Desportiva.
Em 2001, no segundo mandato do prefeito Élcio Siviero, exerceu o cargo de Secretário da Indústria e Comércio, sendo responsável pela pavimentação do Distrito Industrial. 
De 2013 a 2016, voltou a ocupar cadeira no Legislativo.