Estado nega recurso sobre morte por coronavírus em Veranópolis

Prefeitura encaminhou novo pedido de reconsideração

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde (SES) negou o primeiro pedido de reconsideração em relação à causa da morte de um morador de Veranópolis, que consta na lista de vítimas da covid-19. No entanto, a prefeitura fez um novo recurso por acreditar que o entendimento do Estado é incoerente com o histórico do paciente. O homem, de 61 anos, morreu no último sábado (11) e tinha doenças cardiovasculares.

O prefeito Waldemar de Carli (MDB), que é cardiologista e atuou no atendimento ao paciente, também sustenta que ele já estava no 15º dia após a infecção pelo coronavírus, o que indica que já estava curado. Além disso, diz que a vítima sofria de doenças graves há anos. O médico avalia que a Vigilância Epidemiológica do Estado não levou em consideração as descrições usadas no relatório enviado pelo município:

— Consideraram o paciente com Síndrome Respiratória Aguda Grave, quando, na verdade, o paciente nunca apresentou falta de ar, baixa oxigenação e sempre respirou em ar ambiente. Uma total desconsideração ao nosso relatório que incluía todos os atendimentos, os exames realizados, prontuário dos dias que ficou internado. Ficamos abismados com a interpretação dos fatos. Sinceramente, começo a ficar desconfiado da estatística dos óbitos. Respeitamos a família e nada vai trazer o paciente de volta, mas achamos que devemos tratar essa situação com mais responsabilidade.

Em nota, a SES disse que foram analisados exames, prontuário de internação e a declaração de óbito. De acordo com a pasta, consta no documento que a covid-19 foi condição significativa e que contribuiu para a morte. “Ou seja, apesar de não ser a causa direta do óbito, o coronavírus contribuiu para a evolução ao óbito”, diz a nota.

A SES afirma ainda que um teste padrão ouro para detecção do vírus no organismo (o RT-PCR) foi realizado. Aponta ainda que exames de imagem do pulmão mostraram quadro compatível com sintomas conhecidos do coronavírus, que refletem o processo inflamatório pulmonar causado pelo vírus. “Além disso, também consta nas próprias evoluções enviadas pelo município os sintomas característicos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (mialgia, hipertermia, tosse, fadiga, inapetência e dispneia)”, afirma na nota.

Fonte: Pioneiro