Hospital São Peregrino Lazziozi melhora sua estrutura

Visando melhorar o atendimento e acolhimento dos pacientes, o Hospital São Peregrino Lazziozi realizou recentemente a construção de um novo

Visando melhorar o atendimento e acolhimento dos pacientes, o Hospital São Peregrino Lazziozi realizou recentemente a construção de um novo anexo, para que toda a parte administrativa do mesmo fosse realocada, e assim, o espaço que até pouco tempo era ocupado por esses setores fossem destinados a outros atendimentos.

“Nossa intenção não é ficar afastados do hospital, mas onde estávamos anteriormente era um espaço nobre, e sempre que precisávamos de espaço o projeto ficava ‘trancado’ em função disso. Fora que todos esses setores do administrativo ficavam espalhados, agora todos estão concentrados no mesmo lugar, facilitando a comunicação. Resumindo, sai a parte administrativa da área nobre do hospital e veio para esse espaço totalmente remodelado”, conta Rogério Franklin da Silva, diretor geral do hospital.

O projeto já fazia parte do planejamento do hospital, que pretendia realizar a obra com recursos próprios. Foi aí que se iniciou a parceria com o Instituto Moriguchi, principal responsável pelo angariamento de verbas. A instituição tem atuado como um centro de estudos e aplicações práticas voltados ao processo de envelhecimento, buscando compreender e promover a qualidade de vida e plenitude ao longo de todos os estágios de desenvolvimento do ser humano.

O instituto iniciou suas atividades em meados dos anos 1994, instigados por um levantamento realizado pela revista Geográfica Universal no ano de 1981. Na época, a reportagem buscava verificar quais localidades no mundo apresentavam a população com pessoas altamente longevas, e Veranópolis, figurava mundialmente como um destes locais através de dados de recontagem populacional e da mortalidade do departamento de informática do SUS, que estimou uma longevidade média de 77,7 anos em Veranópolis, ao passo que, no mesmo período, a expectativa média de vida no Brasil foi de 68,1 anos.

Por realizarem pesquisas referentes à longevidade, o instituto necessitava de espaço físico, como consultórios. “Eles já fazem o trabalho de pesquisa juntamente com a Secretaria de Saúde. E agora eles vão avançando e fornecendo serviços à população, esse é um dos objetivos deles. Será feito um comodato para que eles utilizem a área que eles estipularam, entre eles consultórios e partes como auditório e sala de reuniões serão usados em conjunto conosco”, comenta.

Para Rogério, a parceria com o Instituto Moriguchi foi um passo muito importante e que os dois lados só tem a ganhar. “Eles precisavam de um espaço físico, e conversaram conosco para que aí fizéssemos essa parceria. Eles se comprometeram em, politicamente, buscarem por essas verbas. Nós entramos com a parte do terreno para a construção. O Instituto conseguiu R$1,5 milhões, e depois mais R$ 459 mil reais”, revela Rogério.

O novo prédio possui uma área de 1.100 m², e hoje abriga a diretoria, faturamento, financeiro, RH, direção clínica, arquivo, sala de reuniões, além de espaço cedido ao Instituto Moriguchi.

O que será feito no antigo administrativo?

Rogério conta que a área ainda não possui nenhum setor em funcionamento, pois o desejo da instituição de saúde é utilizá-lo com sabedoria. “Atualmente o espaço antigo está, vulgarmente falando, em uma espécie de quarentena, para ser avaliado, estamos ouvindo as necessidades as reivindicações tanto da parte clínica, assistencial e administrativa. Todos querem aquele espaço”, revela o diretor.

Além de verificar o lado dos profissionais, o hospital também busca saber da população o que mais eles têm necessidade ao serem atendidos no local. Rogério conta que uma das reivindicações, nas pesquisas de satisfação, é um melhor acolhimento no pronto socorro e para isso há a necessidade de mais espaço.

“Uma das possibilidades de destino do espaço é que ele seja utilizado para a ampliação da parte de assistência ao paciente, a ideia é seguir nesse sentido, mas estamos estudando e ouvindo a todos para não errarmos muito. O local é muito próximo de onde fazemos o atendimento da comunidade, e nós precisamos ter esse cuidado para assistir a população da melhor forma possível. Queremos agilizar os processos ali na frente”, finaliza.