Festival de Música de Nova Prata realiza etapa neste sábado, com atrações locais

O acesso à música instrumental e o incentivo à formação de novos artistas têm sido as principais bandeiras do Festival de Música

O acesso à música instrumental e o incentivo à formação de novos artistas têm sido as principais bandeiras do Festival de Música de Nova Prata. Foram realizadas duas edições, em 2015 e 2017, reunindo artistas como Renato Borghetti, Quartchêto e Orquestra de Câmara da ULBRA. Mantendo a frequência bianual, a terceira edição seria realizada em 2019, que passou para 2020 por conta de algumas dificuldades envolvendo a captação de recursos. Com a pandemia, a programação acabou sendo transferida para 2021 e, neste sábado (29), realiza sua primeira ação. Como os shows na praça ficaram inviáveis, as apresentações assumirão o formato de live. 

— Optamos pela live pensando em conservar essa característica do festival de acontecer ao vivo e manter o contato com o público, com as pessoas podendo fazer comentários — diz Lucas Volpatto, organizador da iniciativa.

As atrações escolhidas para abrir a terceira edição do festival são formadas por músicos da cidade que investem na música instrumental e/ou autoral: Garra e Alma, Projeto Nó e Cordas e Prosa. Essa estreia da edição 2021 com foco nos talentos locais não é por acaso, reflete também um pouco da relevância do próprio festival na cena musical e criativa da cidade.  

— O Diego Berquó, por exemplo, é um músico que participou de todas as edições. Na primeira, ele veio com uma banda de rock, na segunda, veio com um trio que depois se transformaria no Projeto Nó, que vai se apresentar neste ano. O Ricardo Frizon participou do primeiro com seu projeto de rock e agora volta com um projeto instrumental. Então, nem que seja dando um palco para esses trabalhos, acredito que o festival funcione no mínimo como um incentivador dessa cena — sugere Lucas.

Das atrações recrutadas para o festival, apenas o duo Cordas e Prosa ainda não possui registro autoral. Formado pelo violonista Daniel Peruzzo e pelo guitarrista Lucas Loro Piano em 2018, o projeto que se debruça sobre repertórios do jazz e da música brasileira vai realizar o show de abertura do festival, às 19h. Depois, o palco será tomado pelo também duo Garra e Alma, formado pelos violonistas Ricardo Frizon e Giovani Chrestani. Eles mostrarão as faixas de seu primeiro álbum autoral, com influências que vão do nativista ao flamenco, do jazz à MPB. O encerramento fica por conta do Projeto Nó, que tem chamado atenção no meio instrumental com um som que mescla ritmos tradicionais brasileiros (como samba, boi, côco e maracatu) e improvisação. Formado pelos instrumentistas André Brasil, Diego Berquó e Tiago Andreola, o grupo conta ainda com a parceria da artista plástica, Ana Lucia Perin. Ela é responsável por toda identidade gráfica do disco, trabalhando com pigmentos orgânicos naturais a base de terra, ligação simbólica com a ancestralidade que o Projeto Nó também reflete no som.

A etapa do Festival de Música de Nova Prata que ocorre neste sábado tem financiamento da Lei Aldir Blanc, por meio de edital aberto pela prefeitura de Nova Prata. Está prevista para outubro uma etapa mais abrangente — via Lei Rouanet e LIC estadual —, envolvendo cerca de seis atrações também no formato online.  

Programe-se

O quê: Festival de Música de Nova Prata – Mostra Local (transmissões dos shows de Corda e Prosa, Garra e Alma e Projeto Nó).

Quando: neste sábado (29), às 19h.

Onde: por meio do  https://www.facebook.com/festivaldemusicanovaprata, canal de YouTube do projeto e Conecta Mais TV.

Quanto: acesso gratuito.

Fonte: GZH