Inovação e criatividade em oficinas entusiasmam estudantes veranenses

O Colégio Estadual São Luiz Gonzaga, de Veranópolis, é uma das 300 Escolas Piloto do Novo Ensino Médio, programa criado

O Colégio Estadual São Luiz Gonzaga, de Veranópolis, é uma das 300 Escolas Piloto do Novo Ensino Médio, programa criado pelo Ministério da Educação (MEC). Dentro dessa proposta, as escolas precisam pensar em maneiras de flexibilizar o currículo.  Para cumprir esta determinação, os educadores do Colégio São Luiz criaram oito oficinas, envolvendo a interdisciplinaridade. Apesar das dificuldades, principalmente em relação à estrutura, com algumas áreas interditadas, os professores usaram a criatividade e desenvolveram diferentes oficinas que aliaram a teoria à prática e foram articuladas entre diversas  disciplinas, com grande participação dos alunos.

Oficina de ervas medicinais

A oficina Ervas Medicinais teve as seguintes atividades desenvolvidas: contextualização histórica das ervas medicinais; no Laboratório de Natureza, identificação dos princípios ativos das principais plantas terapêuticas, extração da essência das ervas e produção de sabonetes. 
Foi realizado também um estudo técnico sobre propaganda e criação de rótulo para o sabonete;  além disso, foi feito o plantio de mudas no canteiro em frente ao Colégio, para serem aproveitadas pela comunidade. Essa atividade baseou-se no chamado “Relógio do Corpo Humano”, que mostra em que horário e situação cada erva pode e deve ser ingerida. 

Festival do Hambúrger

Os conhecimentos envolvidos foram: dominar o processo de fabricação, embalagens, custos, marketing e história, a fim de produzir o melhor hambúrguer. Sendo assim, foi desenvolvido um estudo sobre as características e história do hambúrguer; contextualização do empreendedorismo; compreensão do processo de propaganda e a criação de um hambúrguer. Então, a oficina envolveu as disciplinas de matemática com os cálculos, português com a propaganda e elaboração de cardápios, entre outras.

RPG

A sigla RPG, oriunda da expressão em inglês “Role Playing Game”, define um estilo de jogo em que as pessoas interpretam seus personagens, criando narrativas, histórias e um enredo guiado por uma delas, que geralmente leva o nome de mestre do jogo.
Sendo assim, nesta oficina, que teve a orientação de Daniel Togni, foi necessário desenvolver a criatividade, o relacionamento interpessoal e a escrita através de jogos de interpretação. Os alunos construíram livros e personagens.

Raciocínio Lógico

Nesta oficina foi preciso desenvolver o raciocínio lógico ao resolver problemas e enigmas matematicamente lógicos. Os alunos foram estimulados a desenvolver o raciocínio por meio de exercícios, jogos e situações-problemas, além de contar com uma explanação sobre lógica na programação de sistemas por um profissional convidado, Leonardo Caregnato, do Instituto Mix

Ondas: Carruagens da Informação

Envolvendo a física, os alunos precisaram investigar, selecionar, calcular, representar e identificar fenômenos periódicos e ondulatórios que estão presentes no cotidiano das pessoas. E então, construíram o protótipo de uma antena parabólica.

Como funcionou?

As oficinas foram desenvolvidas quinzenalmente, em quatro momentos, de acordo com o turno de estudo dos alunos, pois há Ensino Médio de manhã e à noite. Cada estudante teve a possibilidade de frequentar a oficina que mais coincidia com os seus interesses. Não houve pré-requisitos e nem separações por turmas, por isso, houve grupos mistos envolvendo os três anos do Ensino Médio. 
Segundo relatos de alunos e professores, a atividade foi bastante proveitosa e enriquecedora. A diretora do Colégio, Elizabete de Quadros, relatou: “é um projeto bem grande, que tem exigido cada vez mais horas de trabalho da gente. Reclamamos, sofremos, ficamos doentes (professores), mas o trabalho que foi feito é incrível. No dia que foram liberadas as oficinas tinha filas para se inscrever, pois cada um queria fazer aquilo que realmente interessava. É algo diferenciado por ter um foco, ser indisciplinar e contar com a prática”. 
Nova edição de oficinas está prevista para os meses de setembro e outubro; talvez algumas se repitam e outras novas sejam criadas. 

Processos de Industrialização

Nesta, os estudantes iniciaram o estudo com a visualização de um vídeo sobre o processo de industrialização e as transformações provocadas na sociedade. Após, visitaram a Casa Saretta, onde artesãos orientaram a observação de técnicas da produção artesanal; inclusive, os alunos puderam praticar algumas. Na visita à indústria MGA, verificaram o processo industrial. E, por fim, refletiram sobre o impacto ambiental provocado pela industrialização mediante palestra de profissionais da área ambiental (engenheiras ambientais). 

Você é o que ingere: você tem fome de quê?

Com o apoio de profissionais da área da saúde, as nutricionistas Dioneia Costenaro e Elizane Dumke, os alunos analisaram as características da nossa alimentação e influência dos alimentos em nossa saúde e no cotidiano. No último dia da oficina, no 4º encontro, foi construída uma horta vertical, com apoio de um técnico agrícola da Cooperativa Santa Clara, Marcelo Ceppo, por meio de um projeto intitulado “Plantando o bem”. Os alunos fizeram a sua própria plantação num PET e puderam levar para casa a verdura.