Bento Gonçalves planeja ter terminal de passageiros do aeródromo pronto até a metade de 2022

O aeródromo de Bento Gonçalves deve contar com um terminal de passageiros até a metade do próximo ano. Essa é

O aeródromo de Bento Gonçalves deve contar com um terminal de passageiros até a metade do próximo ano. Essa é a expectativa da administração municipal, que recebeu nesta semana a confirmação da destinação de R$ 600 mil em emendas parlamentares para a construção.

Segundo o secretário de Governo do município, Henrique Nuncio, os recursos federais já estão garantidos, mas a liberação, por parte da União, depende do cadastramento do projeto junto ao governo federal. A previsão é de que esta etapa esteja concluída em 60 dias. Após esse período, ainda será elaborado o edital para licitar as obras no segundo semestre deste ano.

— Começando as obras no início do ano que vem, provavelmente teremos o terminal pronto na metade do ano — prevê o secretário.

A estrutura terá 169,09 metros quadrados e contará com salas de embarque e desembarque, recepção, setor administrativo, banheiros, café e área para check-in. O custo total é estimado atualmente em R$ 700 mil, mas o valor deve ser atualizado. A diferença entre o valor total e o repasse federal será arcado pelo município.

A estimativa é de que, com o terminal, o aeródromo possa receber voos comerciais com aeronaves do porte do monomotor Cessna Caravan. Para isso, no entanto, a pista de 1.190 metros ainda precisa ser homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A expectativa é de que o aval seja dado ao longo da tramitação das etapas de construção do terminal. A pista foi pavimentada pelo município em 2016 e, por isso, precisa da homologação para voos comerciais.

A viabilização de voos comerciais também depende do interesse de companhias aéreas. Por isso, o município já buscou contato com as empresas Azul e Passaredo para verificar a intenção de operar uma ligação entre Bento e Porto Alegre. A intenção é aprofundar as conversas na medida em que o aeródromo recebe a infraestrutura necessária para os voos.

— Eles fazem um estudo de viabilidade econômica. Sempre há interesse, porém é preciso ter o terminal e a pista homologadas — explica Nuncio.

Fonte: Pioneiro