Eleições 2020: Saibam quem são os mais cotados para a disputa em Veranópolis

Há pouco menos de sete meses das eleições municipais, com primeiro turno marcado para 4 de outubro de 2020, diretórios de partidos políticos sediados em Veranópolis e nos municípios da microrregião começam a definir os nomes de possíveis candidatos para o pleito. As especulações ganham forma e, ao que tudo indica, a cidade terá dois nomes na disputa para ser o Chefe do Executivo de 2021 a 2024. Os discursos já começam a ser ensaiados por alguns nomes que, de forma discreta, já indicam quem deve estar na disputa. 
O único que já lançou seu nome é Moisés Pertile (PSD). Em evento realizado em dezembro, no Salão Comunitário do bairro Renovação, Pertile recebeu o aval do deputado Federal Danrlei de Deus (PSD). Moisés disputou a eleição de 2016 contra Waldemar De Carli (MDB). Naquele pleito, ele fez 6.499 votos (44,27%) e De Carli conquistou 8.182 votos (55,73%).
Para a nova disputa, Pertile deverá continuar com o apoio do Progressistas (antigo PP). O presidente do partido, Vanderlei Zanotto (Chumbinho), ressalta que um encontro agendado para a noite dessa quarta-feira, dia 11, deve definir os rumos da pré-candidatura. O principal nome a ser indicado para o cargo de vice-prefeito é o de Juarte Fracasso. Com isso, a mobilização do grupo de oposição vem se fortificando. Caso Juarte não aceite ser o nome para a disputa, outros pré-candidatos podem ser indicados, entre eles, o próprio Chumbinho ou Vladis Scorsatto (recentemente filiado ao Progressistas).
Contatado pela nossa reportagem, Juarte ainda não confirma se irá disputar o cargo. Segundo ele, é necessário haver um apoio maior dentro do partido. Fracasso já passou pelo MDB e pelo PV. A própria troca de sigla tem impactado no apoio interno do Progressistas. 
Um outro cenário foi desenhado no partido: a indicação do nome de Élcio Siviero para a disputa do cargo de prefeito. Ele aceitando, Moisés seria o candidato a vice. Chumbinho praticamente descarta essa possibilidade. Contatado pela reportagem d’O Estafeta, Élcio, que foi prefeito em duas gestões 1997 a 2005, destacou que no momento está cuidando das empresas da família.
Já Pertile, à nossa reportagem, frisou que seu nome está confirmadíssimo e que vem atuando para unir forças para a disputa e construir um Plano de Governo para a cidade. “Nos sentimos preparados e confiantes por termos toda a experiência de três mandatos de vereador, ser assessor parlamentar e, assim, buscarmos canais para trazermos recursos para Veranópolis”, destaca sobre sua candidatura. 
Um possível consenso até se desenhou nos últimos meses. Chumbinho ressalta que: “eu tentei buscar um diálogo com partidos como MDB e PDT em busca de um possível consenso, mas a ideia não agradou a todos, de ambos os lados”.
Na situação, todos estão à espera da decisão do atual prefeito Waldemar De Carli (MDB). Ele ainda não formalizou se estará na disputa do pleito em outubro. Mesmo não tendo a palavra final do atual mandatário, partidos da coligação dão praticamente como certa a sua participação na Eleição e estão em busca do nome do candidato a vice-prefeito. Caso De Carli desista do pleito, as cartas voltam a ser espalhadas na mesa e uma mudança significativa pode ocorrer.
Contatado pela nossa reportagem, Waldemar destaca que deve comunicar sua decisão até o final de março e começo de abril. “Estou pensando. Hoje, estou com 50% de decisão”, frisa. Questionado sobre o que dependeria para tomar a decisão, ele ressalta que “ando um pouco atarefado, cansado e teria que abrir mão de alguma coisa para estar à frente de uma disputa e de um novo possível cargo. Também, preciso encontrar uma motivação”. De Carli ainda acredita que o cenário para as Eleições de outubro está “nebuloso e ainda poderá haver mudança”.
Caso eleito novamente, Waldemar será o homem a ter estado mais tempo a frente do Poder Executivo na história de Veranópolis. Ele destaca que isso não pesa em sua decisão, pois não tem ambições políticas maiores. “É claro que isso é importante para o ego pessoal, mas não interfere em nenhuma decisão”, coloca.
Os demais partidos da coligação também estão no aguardo da palavra final do atual vice-prefeito, Rubem Pastore (PTB). Eles querem saber se ele tem interesse em disputar novamente o cargo. Questionado pela nossa reportagem, Pastore frisa que aguarda o posicionamento do partido e que está à disposição.
O presidente do PTB, Lari José Marin, apenas destacou que a sigla está planejando a melhor forma para estar no cenário e que é cedo para dizer quais os caminhos que irá seguir. “A coligação segue em estudos e forte”, resumiu. Para alguns integrantes da sigla, o partido tem nomes fortes para a disputa de qualquer cargo.
No mesmo cenário está o PDT. A sigla tem três nomes para a disputa do cargo de vice-prefeito. Os vereadores Thomas Schiemann e Luis Carlos Comiotto (Itchi) estão entre os interessados. Eles foram contatados pela nossa reportagem, mas não deram retorno. O secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do partido, Cristiano Valduga Dal Pai, é outro possível nome. Ele destacou que deixará o cargo no dia 31 de março e estará a disposição para concorrer em qualquer posto. Segundo ele, a convenção é que deverá definir o nome.
Caso Waldemar não concorra a prefeito, muitas mudanças poderão ocorrer. Se for seguida a regra antiga da coligação, que a cada pleito um partido indicasse o nome para prefeito, seria a oportunidade do PTB, que poderá ir com Rubem Pastore. Edir Domeneghini até foi cogitado há alguns meses. Caso o PDT indique, surgem os três nomes que hoje iriam para vice: Cristiano, Thomas ou Luis Carlos. No MDB, teriam nomes como: Mara Garib Guzzo (presidente do partido. Ela foi contatada pela nossa reportagem, mas não deu retorno por estar em viagem) e Romeo Matielo Tedesco. Também, surgem no partido nomes como Vagner Ciello e Paulo Parise Maragno. Nesse cenário, de desistência de De Carli, a tendência maior é de que o MDB indique o nome do candidato a vice-prefeito.

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