O amor por cuidar da terra e cultivar diferentes culturas foi o que motivou Davi Cerioli a seguir na agricultura, atividade apresentada para ele desde à infância pelo pai Olmes. Ele, desde os 12 anos trabalha com a agricultura, incialmente com culturas como milho, soja, erva-mate e tungue. Com 18 anos, deixou a atividade, e retornou aos 31, quando iniciou com o cultivo da uva, momento em que implantou seu primeiro parreiral que hoje é cultivado por ele e pelo filho. Olmes relata que desde que começou houve muitas mudanças na agricultura: “hoje tem muito mais tecnologia; antigamente, para preparar, antes do plantio de milho, por exemplo, usávamos bois com o arado, agora é mecanizado”.
Davi, desde os quatro anos, já acompanhava os pais na “colônia”, brincava e se divertia no meio da terra. A partir dos 12, depois que voltava da escola, começou a ajudar na poda das parreiras, colheita e outros tratos culturais, como as adubações. “Sempre gostei de lidar com a terra e surgiu essa paixão pela agricultura e de trabalhar com isso. Sinto orgulho e amor pelo que faço”, relata Davi.
Hoje, com 24 anos, ele admite que não é fácil encontrar jovens que se dediquem à agricultura, pois mesmo tendo tratores e máquinas, muitos trabalhos ainda são braçais. “Trabalhar na chuva, inverno com geadas, verão com temperaturas altas e sol muito forte. E ainda por cima, muitas vezes, o clima não ajuda, causando perdas e danos nas lavouras, por excesso chuvas, secas, granizo e geadas”, relata.
Davi se formou no Ensino Médio e Técnico em Agropecuária no Colégio Agrícola de Veranópolis e fez seu estágio também na escola, onde adquiriu a base do conhecimento. Trabalhou na Comercial Agrícola Orso como Técnico em Agropecuária por um tempo e ali, teve muitos aprendizados: “foi trabalhando como técnico, tendo contato direto com a agricultura e produtores da região e acompanhando as culturas do plantio à colheita que tomei a decisão de me dedicar e trabalhar com isso”, afirma.
Muitas são as lembranças de Davi, que sempre gostou da terra e do plantio: “quando minha mãe e minha avó plantavam culturas como feijão, batata e mandioca para consumo próprio, eu pegava uma latinha de tinta vazia, enchia de adubo e colocava covas antes do plantio, isso com quatro anos de idade”, recorda. Os pais o deixaram livre para decidir qual caminho queria seguir, e quando souberam da decisão, o apoiaram muito, pois percebiam que era disto que ele gostava.
Hoje, Davi não se imagina em outra área e afirma que independente do sucesso e ganho financeiro com as lavouras, faz aquilo que gosta e com muito amor: “e isso me deixa feliz todos os dias; nada melhor do que fazer o que a gente gosta”, coloca.
Ele e seu pai trabalham juntos, no primeiro parreiral construído pelo pai, que foi ampliado depois que Davi começou a auxiliá-lo. Também trabalham com outras culturas como tomate, pepino, pimentão e abobrinha, garantindo um ganho extra. “É uma tática de cultivo, se alguma cultura não der certo por motivos climáticos, temos outra para suprir o prejuízo”, explica. As plantações ficam na Comunidade Nossa Sra. Auxiliadora, na Linha República, em Veranópolis.
Davi trabalha em turno integral na agricultura, e o pai, durante a manhã, trabalha como garçom; depois disso, auxilia o filho. O amor pela terra e pelo cultivo foi ensinado de pai para o filho, que hoje, vê na agricultura o seu futuro!
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