O mundo parou e a conexão acelerou

Que mundo é este que teve uma parada repentina e brusca? “Parece filme? É coisa de outro mundo! Eu jamais

Que mundo é este que teve uma parada repentina e brusca? “Parece filme? É coisa de outro mundo! Eu jamais imaginaria que algo assim poderia acontecer. Não é nada, já vai passar. Estou muito assustada, com medo”. Estas são algumas das falas, pensamentos e sentimentos que estão ocorrendo nas pessoas desde o dia em que a ‘terra parou’.

Sim, o mundo e as pessoas tiveram que parar. Cada um do seu jeito, no seu mundo, na sua casa, alguns trabalhando com menos intensidade, outros não, pessoas que foram e ainda estão se adaptando ao trabalho home office, filhos em casa, tarefas escolares e domésticas com maior frequência, ou seja, cada um na sua singularidade enquanto ser humano, mas todos tentando lidar com o novo mundo que surgiu já que rotinas foram perdidas.

É algo desconhecido, sem respostas prontas e imediatas, por tempo indeterminado. Jeito pelo qual, normalmente não estamos acostumados a viver, mas que nos obrigou a termos novas formas de viver no momento. Mais do que nunca, a conexão externa e interna se tornou uma ferramenta de sobrevivência, precisando do virtual e também um olhar mais profundo, para nós mesmos.

Conexão externa (virtual) que nos permite estarmos nos sentindo menos distantes do contato físico, dos encontros diários com alguns parentes, amigos, colegas, que não substitui o calor humano, mas acalma a saudade. E a conexão interna, algo mais complexo, talvez para alguns, pois lidamos com nós mesmos intensamente, interferindo positivamente ou negativamente nas relações. Mas que pode ser o momento de estarmos nos (re)descobrindo, nos (re)inventando, nos (re)conhecendo. Claro que poderão surgir olhares para fatos e sentimentos dolorosos, assim como para qualidades e capacidades, não somente nossas, mas do outro, que antes nem percebíamos.

Por tudo isso que estamos vivendo, devemos acreditar na possibilidade de existir um momento novo, um mundo novo, olhares novos e pessoas (re)novadas. Afinal, será que antes desta invasão mundial parávamos para perceber “pequenas” atitudes, circunstâncias, momentos, sentimentos, pensamentos, necessidades nossas? E das pessoas ao redor?!

As conexões que foram e estão ocorrendo, sendo elas virtuais ou internas, para dentro de cada um de nós, certamente deixarão marcas, mudanças e quem sabe, até novos acessos.

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